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Governo do Amazonas paga subvenção e libera crédito especial para produtores de Manacapuru


 
17/09/2012 – AGECOMO Governo do Amazonas liberou
nesta sexta-feira (16), em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus), a última
parte da subvenção paga aos produtores de juta e malva do interior do Estado por
quilo de fibra comercializada com a indústria. O benefício, que garante aos
produtores o preço mínimo na venda, foi concedido a 964 agricultores espalhados
em onze municípios, totalizando R$ 1,3 milhão em investimentos com a subvenção
da safra no período de 2011/2012.
Repassada por meio da Agência de
Desenvolvimento Sustentável (ADS), a subvenção corresponde ao valor de R$ 2,40
por quilo de fibra processada vendida para a indústria. A ação faz parte do
programa Amazonas Rural, lançado pelo governador Omar Aziz este ano para
impulsionar o setor primário.


 A agricultora Neuza Oliveira, 72, é
contemplada há dois anos com o subsídio sob a venda das fibras e afirma que o
auxílio é indispensável para manter o sustento da família no período de
entressafra. “É uma ajuda muito importante. Nós vendemos a produção e ainda fica
recebendo essa parte. Se a gente fizer mais, ganha mais. Se fizer pouco, ganho
pouco”, disse.
“As dificuldades são muito grandes. Se não tivéssemos a
subvenção seria pior. O meu pensamento é adiantar o trabalho. Limpar o terreno,
começar a preparar tudo para o plantio e, claro, esse dinheiro ajuda na
alimentação da gente”, comentou o agricultor Wilson Oliveira, 60, um dos
primeiros a receber o cheque com o valor do benefício.
Para impulsionar o
setor, o Governo do Estado desenvolve ações de apoio ao plantio até a fabricação
do produto final em parceria com as cooperativas. Os produtores recebem
assistência técnica, financiamento a juros reduzidos através da Agência de
Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), têm apoio à produção com a distribuição
de sementes e incentivo à instalação de indústrias de processamento.
“A
produção de juta e malva é uma atividade com agregação de valor importante
dentro do contexto do setor primário amazonense. A meta é consolidar a atividade
da produção ao processamento industrial. Das cinco indústrias de processamento
da fibra no Brasil, quatro estão no Amazonas, uma demonstração da grandeza da
atividade”, pontuou o presidente da ADS, Valdelino
Cavalcante.

Financiamento especial pós-cheia – Durante a entrega da
subvenção, em Manacapuru, produtores de juta e malva dos municípios de
Manacapuru, Anori, Novo Airão e Beruri, que registraram prejuízos na safra por
conta da cheia recorde dos rios, este ano, assinaram o contrato de financiamento
com o Banco da Amazônia para obtenção de crédito para recuperação das áreas de
produção.
O crédito especial, com juros de 1% ao ano, prazo de dez anos para
pagamento e teto de R$ 12 mil para empréstimo, foi negociado pelo governador
Omar Aziz junto ao Governo Federal para auxiliar os agricultores prejudicados
com a cheia. Dez mil produtores do Estado de diversas culturas agrícolas já
tiveram acesso à linha de crédito disponível desde junho. A meta é alcançar 20
mil produtores até o final do ano.
“Temos mil hectares financiados para os
produtores rurais, o que vai representar em torno de dois milhões de reais de
crédito rural somente para os produtores de juta e malva. Com isso eles podem
fazer o plantio, a colheita, vender sua produção e, posteriormente, pagar o
banco com rebate de 40% do capital que ele está pegando”, frisou o presidente do
Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas
(Idam), Edimar Vizzoli.
A estimativa da Agência de Desenvolvimento
Sustentável é que os produtores de juta e malva fechem o ano com uma produção de
cerca de sete toneladas de fibras. O desempenho é abaixo do esperado para 2012 e
foi prejudicado por conta da cheia.

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