Opinião/Informação:
Senhor Governador Omar Aziz e Senhora Vice-Governadora Alessandra Campelo,
Acompanhem de perto os novos recursos anunciados da Holanda. O Amazonas precisa saber quem receberá esse dinheiro e quais resultados chegarão às comunidades do interior. Diante dos bilhões anunciados no passado para a Amazônia, a pergunta continua: quanto melhorou a vida de quem preservou? A pobreza e as dificuldades enfrentadas pela nossa população exigem respostas.
A CPI das ONGs, presidida pelo senador Plínio Valério, aprovou recomendações que precisam de acompanhamento. Defendo que a Assembleia Legislativa do Amazonas aprofunde a fiscalização e instale uma CPI para verificar, na ponta, o que foi feito com os recursos recebidos em nome da Amazônia. É preciso confrontar contratos, despesas e resultados, ouvindo quem deveria ter sido beneficiado. Ir além dos relatórios.
Governador e vice-governadora, defendam a participação do Estado na definição das prioridades dos projetos internacionais executados por ONGs no Amazonas. Minha crítica é que os recursos chegam com prioridades previamente definidas, sem participação local suficiente. Defendo a destinação direta ao governo estadual, com transparência, controle e prestação de contas.
Peço também que acompanhem os resultados da parceria entre SEMA, FAS e Banco KfW.
Faço outra cobrança concreta: quanto dos recursos anteriores foi destinado à elaboração, atualização e implementação do Zoneamento Ecológico-Econômico? O ZEE é instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente, e o Fundo Amazônia prevê apoio a ele.
Minha crítica às prioridades da cooperação europeia é política. Questiono condições que possam limitar alternativas de renda sem oferecer soluções viáveis às famílias amazônidas. Cabe a vocês cobrar contratos claros e resultados verificáveis de todas as ONGs que atuam na região, colocando as necessidades do Amazonas no centro dessas negociações.
O povo do Amazonas precisa de conservação ambiental, comida na mesa, renda, mobilidade e proteção contra a fumaça. Cada novo milhão anunciado precisa ter destino conhecido, fiscalização e resultado comprovado na vida de quem mora aqui. Uma sugestão ao Omar/Alessandra: Não coloquem ongueiro na SEMA. Já tivemos por mais de uma década. O atual titular só tem 3 meses, vem focando em temas importantes, é da casa, de Lábrea, e conhece o assunto. Já falou com a Embrapa AM e AC sobre o ZEE, até recurso para o ZEE de Purur já identificou.
Veja vídeo com o anúncio dos 500 milhões de dólares feito pelo gestor da ONG FAS. Vem aí mais uma COP e nada de concreto aconteceu até hoje ao caboclo que preservou o verde ao mundo.
THOMAZ RURAL


