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É justo viver isolado com R$ 5,22 por dia? É essa a bioeconomia para quem preserva?

Opinião/Informação:

Segundo informações divulgadas pela ASPROC, o projeto Juruá Sustentável e Solidário movimentou R$ 341.086,85 na aquisição de mais de 66 toneladas de murumuru, ucuúba e andiroba, envolvendo 179 extrativistas de 43 comunidades de Carauari e Itamarati, no Amazonas, em 2026.

Fiz uma conta simples para mostrar quanto esse valor representa, em média, para quem está na ponta, retirando da floresta a matéria-prima comercializada.

Considerando, para efeito de cálculo, que cada um dos 179 extrativistas represente uma família e que o valor tenha sido integralmente pago a eles, temos:

  • Valor total movimentado: R$ 341.086,85
  • Número de extrativistas: 179
  • Média por família no ano: R$ 1.905,51
  • Média mensal por família: R$ 158,79
  • Média diária por família: R$ 5,22

Ou seja, dividindo o valor total igualmente entre os 179 extrativistas e distribuindo essa quantia pelos 365 dias do ano, chegamos a apenas R$ 5,22 por dia, por família!

É importante esclarecer que essa é uma média matemática, não o valor efetivamente recebido por cada família. A produção e os pagamentos podem variar entre os extrativistas. Também não significa que essa seja a única fonte de renda dessas famílias.

Defendo a valorização da floresta em pé, mas considero fundamental avaliar quanto dessas iniciativas efetivamente chega ao bolso de quem trabalha no interior.

A pergunta que deixo é: esse valor é justo? É essa a bioeconomia que queremos?

É esse resultado que precisamos conhecer para avaliar o impacto econômico e social do projeto na vida dos extrativistas.

Conheço o trabalho da ASPROC, inclusive cito como exemplo por onde passo. Contudo, não acho justo o valor que o extrativista vem recebendo. Os bilhões que vem de outros países em nome da agenda ambiental precisa chegar no bolso desses extrativistas. Na minha opinião, está ficando pelo meio do caminho.

THOMAZ RURAL


Acesse o link abaixo…acesse a página da ASPROC, link abaixo. Repito, não estou contestando a ação da ASPROC, apenas mostrando que esse valor pago precisa ser melhorado com o dinheiro que vem de fora, dos financiadores internacionais. Que esse dinheiro caia na conta do extrativista, sem intermediários.

https://www.instagram.com/p/DfIf_EKEuT0/?img_index=1

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