Opinião/Informação:
A declaração do prefeito Ricardo Nunes escancara uma contradição que o Brasil precisa encarar sem maquiagem. Se Marina Silva construiu sua imagem como símbolo mundial da preservação da Amazônia, por que esse capital político não se traduziu em resultados concretos nem no Norte? Por que não disputar no Acre, onde nasceu? Ou em qualquer estado da Amazônia que diz defender há décadas? O discurso ambiental ganhou projeção internacional — mas não se transformou em melhoria real na vida de quem vive na região Norte. E, ao mesmo tempo, a Marina Silva também não deixou legado concreto em São Paulo, mas vai ser candidata por lá com o discurso ambiental que agrada em São Paulo, mas que deixou nosso povo na miséria. Enquanto isso, a realidade do Norte permanece dura: pobreza estrutural, isolamento logístico, falta de água tratada, energia de qualidade e internet, e uma economia sufocada, sem esperança para a população. Sem presença efetiva do Estado, comunidades ficam cada vez mais vulneráveis.
A floresta permanece em pé — e isso é apresentado como grande conquista.
Mas a pergunta que não quer calar é:
quem está, de fato, se beneficiando disso?
O ribeirinho?
O pequeno produtor?
O morador do interior do Amazonas?
Ou quem transforma a Amazônia em ativo político e pauta internacional?
Na prática, o que se vê é um desequilíbrio:
o Norte preserva…
e outros colhem os benefícios.
A verdade é direta:
a Amazônia virou vitrine global, enquanto o povo amazônida segue invisível.
Preservar é essencial.
Mas preservar sem desenvolver é manter uma região inteira parada no tempo.
E isso precisa ser dito com clareza.
THOMAZ RURAL
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