Com dinheiro da indústria do PIM/ZFM (PPBio da Suframa) a ONG IDESAM “investe” em bebida ISOTÔNICA enquanto o agricultor familiar não tem nem água para tomar e irrigar a plantação no interior…

Opinião/Informação:

Parece que o Amazonas não tem autoridade para impor prioridade naquilo que realmente o interior precisa de mais urgente. Essas ONGs deitam e rolam com ciência de ex-governadores (Eduardo, Omar e Wilson). Agora a “bola” está com o Roberto Cidade. Será mais do mesmo? Espero que não! A SEMA continua sendo comandado por ongueiro, cuja origem, a FAS, é contra o reasfaltamento da BR-319 e várias atividades econômicas sustentáveis. Já são 12 anos de ongueiro da FAS no comando da SEMA. Medo, parceria ou os governadores querem ser o “símbolo” ambiental do mundo a custo da miséria do nosso povo? Dinheiro sempre teve, sempre entrou no Amazonas, mas foi para onde? O nossa floresta em pé só tem servindo para Estados Unidos, Europa e o resto do Brasil, pois para o caboclo só restou a fome, doença, narcotráfico, prostituição e ranchos.

Não é contra startup, não é contra inovação e muito menos contra jovens empreendedores. Mas é preciso dizer a verdade: usar milhões de reais do Programa Prioritário de Bioeconomia para desenvolver “bebida isotônica” na Amazônia é um completo descolamento da realidade. O agricultor familiar não tem água para irrigar a produção. Tem mais: Enquanto isso, o caboclo do interior segue sem energia, sem água tratada, sem internet, sem assistência básica e, muitas vezes, sem comida. A prioridade é a bebida isotônica? Pode vir a ser, mas agora não é. Nem ZEE temos! Esse jovens empreendedores precisam saber quanto essas ONGs ambientalistas já receberam de outros países e o que fizeram? Eles vão ficar espantados, ainda vão descobrir o quanto estão recebendo desses projetos do PPBio no Amazonas, que está preservado e na miséria. Façam essa pesquisa.

Recursos que saem das indústrias da Zona Franca de Manaus, via SUFRAMA, deveriam estar transformando a base produtiva do interior, estruturando cadeias, garantindo renda e dignidade. Mas acabam capturados por projetos que pouco dialogam com a urgência da realidade amazônica.

A verdade é simples: hoje a fruta in natura não tem mercado. Há poucos dias, cupuaçu se perdendo em Novo Olinda do Norte por falta de escoamento e processamento. Coisas básicas! E na capital, sequer conseguimos estruturar uma indústria robusta de beneficiamento de produtos regionais.

Antes de pensar em isotônico “premium”, precisamos garantir o básico: ZEE, logística, agroindústria, escala, mercado.

E mais grave: não é razoável que esses recursos fiquem concentrados nas mãos de uma ONG como o IDESAM, que atua politicamente — inclusive judicializando e travando obras estratégicas como a BR-319 — enquanto administra milhões que deveriam estar diretamente a serviço do desenvolvimento regional.

Sem falar nos percentuais administrativos que giram entre 10% e 20% dos projetos. É dinheiro demais sendo drenado antes de chegar na ponta.

A bioeconomia que o Amazonas precisa não é de vitrine, nem de laboratório isolado da realidade. É a que resolve problema de verdade, gera renda no interior e transforma a vida de quem mais precisa.

Do jeito que está, estão brincando com o dinheiro da indústria — e com o futuro do nosso povo.

THOMAZ RURAL

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