Ele não disse quem é o culpado pelo nosso atraso, mas eu vou dizer!

Opinião/Informação:

Em recente entrevista, o secretário da SEDECTI, Serafim Corrêa, tocou em um ponto nevrálgico para o futuro do nosso estado: a necessidade urgente do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). Com a lucidez e a experiência que lhe são peculiares, Serafim destacou que cada região possui sua vocação — seja o gás em Itacoatiara ou a mineração e o agronegócio em outras áreas. Sua presença na vida pública, inclusive com uma desejada volta à ALEAM, eleva o nível do debate técnico e político. No entanto, é preciso dizer o que o secretário, por elegância e dever de ofício, talvez não possa escancarar: o ZEE do Amazonas virou um “presente de grego” da SEMA jogado no colo da SEDECTI. O ZEE não é um capricho; é um instrumento fundamental da Política Nacional de Meio Ambiente que nenhuma ONG e ongueiro prioriza. Sem ele, qualquer plano de bioeconomia é como construir uma casa começando pelo telhado. É o Zoneamento que traz segurança jurídica para o produtor rural, para o investidor e para o próprio Estado, definindo o que pode ser feito e onde. Infelizmente, o que vimos nos últimos anos foi uma resistência “injustificável” dentro da própria Secretaria de Meio Ambiente (SEMA). O “ongueirismo” parece ter ditado o ritmo da gestão de Eduardo Taveira, que, ao ignorar as determinações do governador Wilson Lima, protelou o ZEE até o limite. Deixou feliz a Marina Silva, Europa e Estados Unidos. É curioso notar como recursos internacionais, muitas vezes geridos por parceiros como o banco alemão KFW ou a ONG FAS, parecem nunca encontrar o caminho para financiar o ZEE. Fala-se muito em bioeconomia, em captação de recursos e em “proteger a floresta”, mas esquece-se do instrumento básico que permite ao caboclo e ao empresário amazonense saberem onde e como podem prosperar. Tirar a responsabilidade de Serafim Corrêa é um ato de justiça; ele tentou organizar o que outros negligenciaram. Mas não podemos nos calar diante da inversão de prioridades. O Amazonas não precisa de mais um “plano de bioeconomia” para inglês ver; precisa, sim, de um ZEE executado e financiado, que respeite a vocação produtiva das nossas terras e liberte o estado das amarras ideológicas de quem prefere o atraso em nome de uma pauta ambiental de gabinete que prioriza a fome e a miséria.

A ALEAM poderia pedir a prestação de conta da ONG FAS dos milhões do banco alemão KFW, que era para ter ido ao Estado/Idam, mas foi direcionado para essa ONG. Estamos falando de milhões, onde inclui o tal Plano feito as pressas.

Omar já sabemos que apoia ongueiro, mas tem tempo para mostrar que mudou de ideia, sem teatro. O primeiro passo é cortar o PPBio da Sufama da ONG IDESAM. Sabemos que Omar manda na Suframa. Estou esperando o Tadeu, David e Maria do Carmos se posicionarem.

THOMAZ RURAL

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