Opinião/Informação:
Nessa foto está um dos principais responsáveis por o governador Wilson Lima não se viabilizar como candidato ao Senado Federal. Refiro-me ao titular da SEMA, a Secretaria de Meio Ambiente. Em quase oito anos, não entregou o que o povo amazonense precisava para viver com dignidade. O próprio governador determinou publicamente a elaboração do ZEE, por duas vezes, mas a orientação foi ignorada.
Também teve responsabilidade no que ocorreu em Apuí, ao encaminhar documento à ministra Marina Silva, passando por cima do governador. O antigo Bolsa Floresta — hoje chamado Guardião da Floresta — continua sendo um programa de valores irrisórios: passou 14 anos pagando R$ 50 e hoje está em apenas R$ 100, ainda com atrasos e promessas baseadas no utópico crédito de carbono.
A agilidade no licenciamento ambiental é inexistente — um verdadeiro caos. Até hoje, o estado não viu resultados concretos com REDD+ e crédito de carbono. O próprio MPF-AM já recomendou a suspensão de ações por indícios de irregularidades.
A relação entre a SEMA e a ONG de origem do secretário, a FAS, segue sob questionamentos, inclusive com acompanhamento do MPC, especialmente no que diz respeito aos recursos do KfW. E, como se não bastasse, elaboraram às pressas um Plano de Bioeconomia sem necessidade, já que o estado possuía iniciativas semelhantes. Mas sabemos como funciona: quando há recursos externos, quem dita as regras não é o governo, e sim os chamados “ongueiros”.
Qual o real motivo de tudo isso? Só uma CPI na ALEAM poderia esclarecer. Mas a atual legislatura parece distante das necessidades do povo do Amazonas — busca votos, mas permite que a população siga sendo usada e mantida na miséria.
Esse cenário não começou agora. Ainda no passado, o governador Eduardo Braga ouviu ongueiro em busca de visibilidade ambietal internacional, mesmo que ao custo das dificuldades enfrentadas pelo povo do interior. O atual governo Wilson Lima deu continuidade a esse modelo, ouvindo mais as ONGs do que quem vive a realidade local. Ainda colocou um ongueiro na SEMA.
O resultado está aí: o Amazonas exporta empreendedores e, em muitos municípios, vê o narcotráfico ocupar espaço como principal fonte de renda.
Neste fim de semana, vou compartilhar o relato de uma moradora de uma RDS, que confirma, na prática, tudo o que foi dito aqui.
O fato de o governador não ser candidato é reflexo direto de secretarias que não entregaram o que foi prometido em 2018. O desgaste é natural — e a SEMA é uma das principais responsáveis por isso.
THOMAZ RURAL



