Falou em Jutaí, Manaus ouviu — não brinque com minha inteligência e memória

Opinião/Informação:

Recebi esse vídeo diretamente de Jutaí. A primeira observação que faço é o deputado Saullo Viana com zero atenção ao que o senador Eduardo estava falando — e olha que era um assunto de extrema importância para o interior do Amazonas.

Quanto ao que disse Eduardo nesse vídeo, tenho a comentar:

  1. Todos nós temos que entender que não existe distância para o que falamos. Não dá para manter um discurso na rádio de Jutaí e mudar em outro local. Ainda bem, pois nós, jornalistas, podemos acompanhar, comparar e opinar;
  2. Eduardo é muito inteligente. Foi ele quem resgatou o setor primário em seu primeiro mandato: a pedido da FAEA, trouxe a SEPROR de volta, criou a ADS e implantou bons programas, incluindo a Zona Franca Verde;
  3. Dentro desse contexto, montou uma equipe exemplar. Lembro de Luiz Castro, Vizolli, Valdelino, Alexandre, entre outros;
  4. Contudo, com o andar do mandato, foi se distanciando do setor primário e focando no lado ambiental, seduzido pelo seu secretário de meio ambiente, Vírgilio Viana, com a ideia de se tornar uma referência mundial no tema;
  5. Aí esteve seu grande erro: afastou-se do caboclo e, até hoje, mantém aliança com ongueiros, ONGs e observatórios que nos empurram para o isolamento, cheios de travas que impedem nosso crescimento;
  6. Lembro, inclusive, que chegou a cogitar unir SEPROR e SEMA e colocar o titular da área ambiental no comando. Felizmente, isso não avançou, pois seria ainda pior para o Amazonas;
  7. Quem viveu essa época no Sul do Amazonas sabe exatamente do que estou falando;
  8. Sobre a questão mineral que ele mencionou na entrevista, assim como a BR-319, nem vou perder tempo comentando — todos sabem como está hoje;
  9. Dizer que ele e o Omar deixaram tudo encaminhado é brincar com a minha inteligência e com a minha memória. Isso eu não aceito;
  10. Ignorar que sempre foram parceiros do PT e que nenhum desses temas avançou é desrespeitar o povo do Amazonas.

O melhor caminho é assumir os erros e se posicionar com clareza, inclusive se desvinculando dessas ONGs de forma pública. Falar mal da Marina Silva na rádio de Jutaí, sabendo que o silêncio imperou nos últimos anos — sem contar o período em que ela esteve fora do governo — é jogo baixo. Nem na CPI das ONGs onde a Marina esteve pessoalmente ele compareceu. Omar também não. Só foi o amazonense Plínio. Isso não combina com a sua inteligência e com a sua oratória, que são reconhecidamente privilegiadas.

Sigo fazendo minha parte.

THOMAZ RURAL

Veja a entrevista no link abaixo…

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