QOpinião/Informação:
Temos mais da metade da população do Amazonas vivendo na pobreza, sem emprego, enquanto enfrentamos a falta de áreas disponíveis para instalação de novas indústrias em Manaus, no PIM/ZFM. Isso é um absurdo que precisa ser enfrentado com seriedade. Causa indignação saber que, em junho de 2024, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado da ministra Marina Silva, destinou 21 mil hectares do Amazonas para proteção do sauim-de-coleira, enquanto milhares de famílias lutam diariamente para sobreviver — literalmente vendendo o almoço para comprar a janta. Ninguém aqui é contra a preservação ambiental. Mas é preciso equilíbrio, bom senso e prioridade com as pessoas. Não podemos aceitar decisões que ignoram a realidade social do nosso povo. Chega de tentarem nos fazer de idiotas. Chega dos ataques constantes ao nosso modelo econômico. A Zona Franca de Manaus não é a responsável por manter a floresta em pé, mas é essencial para evitar o colapso social e econômico da região. O que falta é coragem dos nossos governantes e parlamentares para desenvolver outras potencialidades do estado, como a mineração e a agropecuária, de forma responsável e planejada. Antes de qualquer agenda ideológica, tem que vir o povo. É preciso rever essa destinação de área. Reduzam o tamanho dessa reserva e priorizem a geração de emprego e renda. O nosso povo precisa trabalhar, precisa de dignidade. 21 mil hectares para um primata, enquanto milhões enfrentam dificuldades, é algo que não dá mais para aceitar. Pior é ver o CIEAM próximo de ONG que apoia o engessamento do Amazonas. Até quando?
THOMAZ RURAL



