Opinião/Informação:
As recentes turbulências envolvendo o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) trazem à tona um questionamento inevitável sobre a natureza das indicações políticas para a Corte. Temos nomes vinculados diretamente a grandes nomes da política local, como o senador Eduardo Braga e o governador Wilson Lima. Um deles, inclusive, ocupou a Secretaria de Educação (SEDUC) após a saída de Luiz Castro — uma substituição que, até hoje, carece de justificativas claras perante a sociedade. É preciso ratificar: Luiz Castro é um cidadão ético, sério e reconhecidamente incorruptível. Por que, então, tamanha articulação para retirá-lo da gestão da educação em 2019?
Mais grave que o jogo de cadeiras é a erosão da confiança pública. Como o cidadão comum pode acreditar na imparcialidade de uma instituição responsável por julgar as contas do Estado, quando as mesmas peças que operam no Executivo se tornam seus julgadores em meio a episódios polêmicos?
A credibilidade das instituições não pode ser uma moeda de troca. Transparência, ética e respeito ao interesse público não são opcionais; são obrigações constitucionais. O Amazonas é maior que suas crises políticas e não merece o desgaste institucional que estamos presenciando.
Veja, abaixo, site BNC e O JORNALISTA BARÉ
THOMAZ RURAL



