Opinião/Informação:
A recente movimentação da FIEAM e do CBA em São Paulo, junto ao MDIC, não é apenas uma agenda institucional; é um grito de autonomia para o desenvolvimento do Amazonas. O foco no fortalecimento do Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) aponta o caminho correto: recursos nacionais e internacionais devem ser destinados a quem tem ciência, CNPJ e compromisso com a produção, e não a ONGs que vivem ações teatrais. É no CBA, e não em prateleiras de ONGs, que os investimentos devem ser aplicados. O potencial de nossas cadeias produtivas ganha escala industrial e tecnológica via CBA, oferecendo uma oportunidade de transformação social infinitamente superior a qualquer outro destino. O descaso de quase 20 anos — em que o CBA ficou parado por falta de um simples registro — é o retrato do abandono sofrido pelo caboclo do interior que preserva a floresta sem receber o devido retorno econômico. É fundamental destacar que este fortalecimento da bioindústria caminha de mãos dadas com o agronegócio familiar e empresarial do Amazonas. Esse caminho em nada impede o crescimento do nosso agro; pelo contrário, ele o potencializa.
- Sustentabilidade Comprovada: A ciência da EMBRAPA já atestou que o agro amazonense é um dos mais sustentáveis do planeta.
- Prioridade no Campo: O trabalho do IDAM, através de seus 21 projetos prioritários, mostra que temos meta, técnica e gente disposta a produzir com respeito ao meio ambiente
- Não podemos mais aceitar que a SUFRAMA direcione milhões para ONGs como o IDESAM, via PPBio, enquanto a realidade miserável do interior do Estado permanece inalterada. Recursos públicos e incentivos fiscais devem servir para gerar riqueza real, conectando a ciência do CBA à garra do produtor rural e à força da indústria.
O caboclo e o empresário do agro não querem esmola; querem a tecnologia do CBA, o apoio do IDAM e a validação da Embrapa para transformar o potencial regional em dignidade e desenvolvimento.
THOMAZ RURAL
O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antonio Silva, reuniu-se hoje (18), na sede da CNI em São Paulo, acompanhado do presidente da Associação Nacional dos Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), José Jorge do Nascimento Júnior, com a secretária Julia Cortez da Cunha Cruz, titular da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Na pauta do encontro estão os aspectos de fortalecimento da Nova Indústria Brasil (NIB) e do Plano Nacional de Desenvolvimento PNDBio e o apoio desempenhado pelo Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) na região.
Supervisionado pelo MDIC, o CBA foi criado com o objetivo de se tornar uma plataforma de integração entre ciência, tecnologia e indústria, voltado para a criação de novos modelos de negócios sustentáveis, fortalecendo cadeias produtivas na Amazônia com inovação, baseadas em ativos da biodiversidade, com consequente geração de emprego e renda com identidade regional.
Antonio Silva destaca que a FIEAM tem sido uma parceira do CBA no fortalecimento da conexão do centro com as indústrias do Amazonas e reforça a importância do CBA como instituição executora da NIB na região.
De acordo com o MDIC, o PIM, pela sua importância para o desenvolvimento regional, se constitui em um elemento estratégico para contribuir com a expansão do segmento da bioindústria, a partir de modelos de apoio à indústria e incentivos que respondem pelo sucesso alcançado em outros setores atualmente vinculados às empresas ali estabelecidas, com foco em inovação.
Já o presidente da FIEAM ressalta que esse setor tem grande capacidade de atrair investimentos voltados para beneficiamento de produtos que utilizam a matéria-prima regional, com o incremento de cadeias produtivas no interior da Amazônia, sendo uma janela de oportunidades para a exploração de novos nichos da indústria, acrescido de atrativos dos incentivos fiscais da Zona Franca, cujo objetivo é fortalecer a economia regional.


