Opinião/Informação:
O governo federal sabe usar a sacaria de fibra de juta e malva no marketing — especialmente nas campanhas do Ministério da Agricultura —, mas na hora de autorizar a compra de sacaria para o estoque público, opta pelo plástico poluente. Isso ocorre, por exemplo, nos programas de Vendas em Balcão da Conab. É muito discurso sobre sustentabilidade e pouca ação concreta. A substituição pelo uso de sacaria de juta e malva beneficiaria diretamente a cadeia produtiva amazônica, desde os produtores da fibra até a indústrias da região responsáveis pela confecção dos sacos. Fica a pergunta: onde estão os defensores do meio ambiente para se posicionar sobre esse tema, que se arrasta há décadas? Trata-se de uma proposta que já foi apresentada, chegou a ser aprovada pela diretoria da Conab, mas nunca saiu do papel. Enquanto isso, segue o teatro — e quem paga o preço é o nosso povo. Ressalto que essa ideia foi minha, com apoio imediato do deputado Luiz Castro, da FAEA, OCB e FETAGRI e do diretor Silvio Porto, hoje de volta à Conab. Jamais poderia deixar de registar o competente trabalho do analista da Conab, Ivo Naves, que fundamentou e mostrou a viabilidade dessa mudança não implementada até hoje.
THOMAZ RURAL



