Opinião/Informação:
A “Esmola Ambiental” em Guajará: O Alto Preço da Submissão no Amazonas
A pressão sobre a Comunidade Boa Fé, em Guajará, atinge novos patamares de absurdo. O que o programa Territórios da Floresta oferece é uma “Bolsa Verde” de miséria: R$ 600,00 trimestrais (ou seja, apenas R$ 200,00 por mês) em troca de um suposto “serviço ambiental”. Para receber essa migalha, o produtor é obrigado a assinar um Termo de Adesão e Compromisso Ambiental. Na prática, esse termo é uma “algema jurídica”. Ele entrega ao IBAMA e ao ICMBio um instrumento de punição muito mais agressivo. O medo se instalou na comunidade. Se o produtor de Guajará decidir expandir sua pastagem para pecuária extensiva — atividade que historicamente sustenta as famílias do interior — ele será sumariamente punido pelo programa. O resumo da ópera é cruel: o ribeirinho e o agricultor devem preservar 80% de suas terras por uma esmola, ficando restritos a atividades de baixíssima rentabilidade. É a economia da miséria institucionalizada. E quem financia esse modelo que nos condena ao atraso? Países como Noruega, Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos. São nações ricas que, sob o pretexto de “manter o verde”, querem impedir nossa produção e manter nosso povo na dependência de auxílios insignificantes. Como amazonense, conhecedor da realidade do nosso interior, jornalista e administrador formado pela UFAM, pergunto: O que dirão os pré-candidatos ao Governo do Amazonas, à ALEAM, à Câmara Federal e ao Senado? Vão aceitar passivamente que o governo atual e certas ONGs ambientalistas nos façam de “otários” com o dinheiro de potências estrangeiras? Seguirei fazendo minha parte, expondo a realidade do agro familiar e empresarial. Não aceitaremos que o destino do Amazonas seja ditado por quem nunca pisou no barro de uma comunidade como a Boa Fé.
THOMAZ RURAL



