Opinião/Informação:
Concordo com os depoimentos dos produtores Roberto Neves e Claudio Decaris, feitos na sede da FAEA durante o encontro com técnicos e com o superintendente da SUFRAMA, Bosco Saraiva. Ambos abordaram pontos fundamentais: mais tecnologia no campo, ampliação dos recursos para a Embrapa, maior envolvimento das indústrias do Polo Industrial de Manaus no desenvolvimento do agro local e, principalmente, a necessidade de ampliar a área disponível para plantio. Hoje, no Amazonas, o uso produtivo da terra está limitado a apenas 20% da propriedade, o que dificulta a competitividade dos produtores locais. Em várias regiões do mundo esse percentual é muito maior. Na Europa, por exemplo, a média de terras destinadas à agricultura gira em torno de 40% do território, com países que chegam a percentuais ainda mais elevados, como Dinamarca (65%), Irlanda (63%), Espanha (53%), França (51%) e Alemanha (47%). Diante dessa realidade, após a consolidação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), entendo que é perfeitamente possível evoluir para um modelo mais equilibrado no Amazonas, algo próximo de 50% para preservação e 50% para produção, sempre utilizando tecnologia, ciência e boas práticas desenvolvidas pela Embrapa. Esse caminho permitiria aumentar a produção, gerar emprego e renda no interior e, ao mesmo tempo, manter a floresta preservada — valorizando quem vive nela e ajuda a protegê-la. Hoje, diante do contexto que estamos envolvidos só a miséria cresce aceleradamente.
THOMAZ RURAL


