Opinião/Informação:
Na próxima segunda-feira começa oficialmente a pesca do Mapará. O preço definido ao pescador foi fixado em R$ 4,00 o quilo. Diante disso, é simplesmente inaceitável que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no Amazonas permaneça em silêncio, sem se aproximar dessa realidade. Na própria tabela da Conab, o preço de referência do mapará está definido em R$ 13,27 o quilo. Com esse valor, seria perfeitamente possível pagar o beneficiamento pela indústria — transformando o pescado em filé — e ainda assim garantir um preço muito superior aos R$ 4,00 por quilo pagos hoje ao guerreiro pescador do Amazonas. O que faltou? Apenas conhecimento da realidade e planejamento. Bastaria a Conab acompanhar o calendário da pesca e prever a compra de algumas toneladas do pescado, destinadas à doação por meio das políticas públicas de segurança alimentar. Não se trata de competir com a indústria no momento da compra, mas sim de garantir renda mais justa ao pescador e alimento para quem tem fome, que é justamente o objetivo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Direta. Infelizmente, a superintendência regional segue adormecida, enquanto muitas lideranças da pesca continuam limitando o debate apenas ao Seguro Defeso. Eu faço a minha parte. Abaixo seguem a tabela de preços da Conab e a base legal que sustenta essa compra pública. Veja, abaixo, os pratos que são feitos a partir do Mapará. Falando com o Leocy, do SEBRAE, soube que tem uma associação legalizada na Comunidade, então ela poderia ter apresentado projeto do PAA/CDS só para o Mapará, assim como pode ser de quem a Conab pode comprar o mapará no COMPRA DIRETA.
THOMAZ RURAL









