Opinião/Informação:
Entre os senadores, apenas o amazonense Plínio Valério tem se posicionado de forma clara na defesa do que ocorreu no município de Humaitá. Seria por ser o único nascido no Amazonas? Acredito que não. Seria por não ter compromissos que o impeçam de se manifestar, por não ter rabo preso? Acredito que não. O fato é que, até aqui, é o único que tem contestado esse tipo de ação que, muitas vezes, acaba penalizando o pequeno, destruindo patrimônio e comprometendo a vida de famílias inteiras — sem, contudo, atingir os verdadeiros responsáveis pelos ilícitos. É preciso enfrentar o crime, sem dúvida. Mas também é preciso coerência. Em operações realizadas em grandes centros urbanos, bens apreendidos — inclusive veículos de alto padrão — costumam ser recolhidos, preservados e submetidos ao devido processo legal. No interior, por outro lado, frequentemente vemos equipamentos sendo destruídos no local. Essa diferença de tratamento causa indignação e levanta questionamentos legítimos sobre critérios, proporcionalidade e justiça. O Brasil precisa combater ilegalidades com firmeza, mas também com equilíbrio, responsabilidade e respeito ao cidadão. Quando a lei parece pesar de forma diferente dependendo de onde e sobre quem é aplicada, algo precisa ser debatido com mais profundidade. Há, sim, muitas questões que precisam ser esclarecidas.
THOMAZ RURAL
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