Um ALERTA aos PRÉ-CANDIDATOS! Esse caminho é errado e prejudica o interior do Amazonas

Opinião/Informação:

Os pré-candidatos ao Governo do Amazonas têm repetido um mantra perigoso, ilusório e que já foi desmascarado: a afirmação de que a nossa floresta continua “em pé” graças, exclusivamente, ao modelo econômico do Polo Industrial de Manaus (PIM/ZFM). Sem meias palavras, essa é a maior inverdade já consolidada na política regional recente. Pior do que isso: é um argumento que engessa o Estado e condena a população do nosso interior à miséria e ao esquecimento, pois sabemos que o PIM/ZFM ainda não interiorizou o desenvolvimento. Ao abraçarem esse discurso, os pré-candidatos caem no papo de “ongueiros”. Trata-se de uma narrativa construída por quem vive de polpudos recursos internacionais exatamente para travar o desenvolvimento sustentável das nossas riquezas e manter o Amazonas como um mero santuário intocável, em detrimento do seu povo. Para desconstruir essa mentira, basta olhar para a nossa história e para a nossa geografia. A dura realidade, comprovada por dados estatísticos incontestáveis, é que em 59 anos de existência, os benefícios econômicos do PIM/ZFM nunca chegaram ao interior do Estado. Como consequência dessa inércia travestida de preservação, o que vemos hoje fora da capital é um cenário desolador. Na capital também temos milhares de desempregados. Sem alternativas econômicas, sem indústrias e sem empregos, o interior foi entregue à própria sorte. Mesmo sem emprego, o povo do interior não foi desmatar porque só organização criminosa é quem faz isso. Nossa população tornou-se refém do narcotráfico, da prostituição, do garimpo e amarga os piores indicadores socioeconômicos e de desenvolvimento humano do Brasil. A floresta pode até estar em pé, mas o povo ribeirinho e interiorano está de joelhos. Proponho aos senhores pré-candidatos um exercício básico de lógica e observação: se os igarapés de Manaus – a exata cidade que abriga e enriquece com o PIM/ZFM – estão, em sua esmagadora maioria, poluídos e mortos, com que autoridade técnica ou moral se pode afirmar que esse mesmo modelo é o grande “guardião” ambiental do interior? Nenhum técnico sério, que conheça profundamente as engrenagens e a história da Zona Franca de Manaus, ousa afirmar que seu propósito ou resultado primário foi a preservação da floresta. Utilizar esse argumento é, além de uma ofensa à inteligência do amazonense, um autêntico “tiro no pé”. Deixo claro: sou um defensor incondicional do modelo ZFM. Tenho plena consciência de que, sem ele, o Amazonas mergulharia em um caos econômico e social absoluto. O PIM é vital para o nosso Estado, mas usá-lo como “escudo verde” diante do caos total nos outros 61 municípios é inaceitável. O Amazonas exige de seus futuros governantes coragem para enfrentar a pressão internacional e fazer rodar matrizes econômicas próprias e urgentes para o interior. A ciência da EMBRAPA já sabe o caminho sustentável, ela fica aqui na AM-010, bem pertinho. Mas primeiro tem que fazer o ZEE-AM. Para aprofundar essa reflexão e trazer ainda mais luz a este debate que o Estado não pode mais adiar, compartilho abaixo o lúcido artigo de Juarez Baldoíno.

THOMAZ RURAL

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