Opinião/Informação:
As articulações políticas dos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga, visando as eleições de outubro, são evidentes nas redes sociais com a realização de diversos encontros. Tudo absolutamente legítimo no jogo democrático. Contudo, chama a atenção o silêncio e a ausência de agendas dentro da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), ONG criada sob a tutela de ambos.
Desde sua criação, a FAS já movimentou mais de R$ 500 milhões. O contraste, porém, é gritante: o caos estrutural segue imperando no interior do Estado e nas próprias Unidades de Conservação (UCs). Se o slogan da campanha se confirmar como ‘Amazonas forte de novo’, o mínimo que se espera é uma reunião dentro da ONG para prestar contas sobre o destino dessa fortuna.
Até hoje, carecemos de transparência básica: sequer sabemos os nomes dos profissionais que supostamente prestaram ‘assistência técnica’ nas UCs ou qual foi o volume de produção gerado por esse trabalho. Faltam explicações também para o absurdo de se tentar alugar um avião por R$ 10 milhões enquanto o caboclo ribeirinho agoniza doente, isolado, sem apoio produtivo, sem energia, sem água potável, sem internet e sem o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). Vale lembrar que a FAS teve o comando da SEMA por mais de uma década e, inaceitavelmente, não entregou o ZEE.
Para coroar o descaso, os parlamentares sequer deram as caras na CPI das ONGs, comissão de extrema relevância que contou até com a presença de Marina Silva.
Repito: as candidaturas são legítimas. Mas ignorar a bilionária FAS e varrer essas pautas urgentes para debaixo do tapete é subestimar a inteligência do amazonense. É querer nos fazer de otários, e isso é inaceitável. O primeiro passo é assumir os erros e corrigi-los.”
THOMAZ RURAL


