A farsa do deserto e o teatro das sementes. Até quando vamos engolir isso calados?

Informação/Opinião

De tempos em tempos, inventam um novo roteiro usando o Amazonas como palco. Vale lembrar: Em 1985, venderam ao mundo a ideia de que, em 2010, a Amazônia viraria uma imensidão de areia. Estamos em 2026. Cadê o deserto? Quem respondeu por essa farsa? Agora, repetem o espetáculo: jogam 100 milhões de sementes do céu, com direito a cena cinematográfica. Quantas germinaram? Onde estão os números? Ou foi só mais marketing verde para plateia internacional? O padrão se repete: criam narrativas, captam recursos, travam o desenvolvimento local e mantêm o povo pobre. Isolam a região, enfraquecem quem produz, reduzem concorrência e, no fim, querem mandar no que preservamos. O resultado está aí: mais de três décadas depois, seguimos com uma população esmagada pela pobreza. Isso destrói tudo — saúde (quem passa fome adoece), educação (fome não deixa aprender) e segurança (miséria gera violência).

Até quando vamos engolir isso calados?

Cadê a “imensidão de areia” de 2010 e as “100 milhões de sementes” que sumiram na floresta?

THOMAZ RURAL

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