Opinião/Informação:
Tenho o maior respeito pela história de vida de Valcleia Lima ( é da comunidade quilombola Murumuru, em Santarém, no Pará), hoje superintendente da ONG FAS e, em breve, possivelmente em posição ainda mais elevada. Quero deixar meu respeito a ela bem claro — muito claro mesmo. O que sempre questionei, e continuarei cobrando, é a compatibilidade entre os milhões recebidos pela instituição desde a sua criação e o que, de fato, chegou à ponta, aos verdadeiros defensores da floresta. No vídeo em que ela destaca os 18 anos da FAS, é possível ver diversas ações. Porém, como já disse anteriormente, a pergunta central permanece: quanto dos cerca de R$ 500 milhões — ou até mais — que a ONG FAS recebeu realmente chegou às comunidades? A CPI das ONGs, defendida e coordenada pelo senador Plínio Valério, já apontou indícios de que um percentual expressivo desses milhões ficou no meio do caminho. Se tivéssemos uma Assembleia verdadeiramente preocupada com os guardiões da floresta, o que foi levantado na CPI do Senado seria mais que suficiente para a abertura de uma CPI estadual das ONGs, com o objetivo de apurar quanto foi recebido e quanto efetivamente chegou à floresta. A Assembleia ignora o tema. E os líderes de vários desses deputados — Eduardo, Omar e Wilson — sequer solicitam a seus aliados na Casa que apurem e comparem os recursos recebidos com o que foi aplicado no interior. Será que os líderes já parabenizaram a ONG FAS pelos 18 anos? Na CPI do senado não compareceram. Deixaram o titular falando sozinho na CPI, foi defendido por parlamentar de outro estado. Que coisa estranha! Para reforçar a necessidade dessa comparação, volto a divulgar o vídeo do dirigente da ONG FAS afirmando que foram gastos milhões com “assistência técnica em unidades de conservação”. No entanto, até hoje não foi apresentado sequer um nome ou CPF de profissionais das áreas de engenharia florestal, pesca ou agronomia que tenham prestado esse serviço, muito menos os impactos gerados na produção de alimentos nessas UCs. Penso que a atual gestão do CREA-AM deveria procurar saber, será que tinham registros na entidade? A falta de intimidade do dirigente da FAS com o tema, demonstrada na CPI, fica evidente, inclusive, pela quantidade de “etc.” que utiliza ao responder às perguntas quando o tema envolve produção e assistência técnica. Sigo fazendo minha parte!
Veja postagem abaixo…
THOMAZ RURAL


