O Vazio da SEMA no Balanço do Governo Wilson Lima. Não foi por falta de aviso!

Opinião/Informação:

Viver no Estado mais preservado do mundo e não colocar um centavo no bolso dos 4 milhões que habitam este estado pelos serviços ambientais prestados é uma incompetência do tamanho do Amazonas. Oito anos, e nada! Só promessas! Foi assim com Eduardo, Omar e Wilson.

Ao analisar o que foi falado pelo governador Wilson Lima na ALEAM (matérias abaixo), divulgado na imprensa, nota-se um silêncio ensurdecedor sobre o que fez a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) em quase 8 anos. Realmente não fez nada, desgastou o governador, mas fez feliz os “financiadores do clima”. Não foi por falta de aviso: em sete anos de gestão, quase oito, os resultados práticos para quem vive na floresta são quase nulos. A lista de omissões é extensa e prejudica diretamente o guardião do verde:

  • ZEE Inexistente: O Zoneamento Ecológico-Econômico, prometido ainda em 2018, segue na gaveta.
  • Crédito de Carbono e REDD+: Até hoje, nenhum centavo dessas negociações chegou ao bolso do caboclo que mantém a floresta em pé. O Amazonas, o estado mais preservado do mundo, continua apenas na promessa.
  • Bolsa Floresta (Guardião da Floresta): O valor, que passou 14 anos estagnado em R$ 50,00 e subiu para R$ 100,00, é uma miséria que chega com atrasos de dois a três anos para menos de 1% da população que teria direito.

O cenário atual aponta para um desgaste político do governador na área ambiental e uma vitória de ongueiros que ocupam a SEMA há mais de uma década. A falta de recursos não é a justificativa, tanto que o Ministério Público de Contas (MPC) investiga as ligações de milhões entre a secretaria e a Fundação Amazonas Sustentável (FAS). Os ex-governadores Eduardo Braga e Omar Aziz também se calaram diante do poder financeiro das ONGs.

Se Wilson Lima pretende deixar o governo em abril para disputar as eleições, ele tem pouquíssimos meses para entregar o que não fez em sete anos na área ambiental. É inadmissível que o Amazonas preservado continue travado, atendendo a apelos externos e agendas de “ongueiros” enquanto nós que vivemo neste estado permanecemos na invisibilidade financeira.

O recado é claro: quem quer que assuma a cadeira de governador precisa governar para os amazonenses, e não ser refém de cartilhas ambientais que ignoram a dignidade humana de quem protege o bioma.

THOMAZ RURAL

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