Opinião/Informação:
Na última sexta-feira conversei com um produtor rural de Rio Preto da Eva e o relato é preocupante: a produção de pitaya na região está alta, mas o mercado não acompanha. Segundo ele, há muita fruta, preço despencando, promessas de compra que não se concretizam e ainda dificuldades para exportação. O resultado é o que a gente já conhece no interior: produtor trabalhando, produzindo bem, mas vendo a renda escapar por falta de organização de mercado. Soube que o preço já estaria na faixa de R$ 5,00 o quilo — e até menos. Para uma cultura que exige investimento, manejo e cuidado, isso é sinal claro de desajuste entre produção e comercialização. Fica a pergunta: o que a ADS sabe sobre essa situação? Afinal, a Agência deveria estar atenta justamente ao mercado dos produtos regionais, ajudando a abrir canais de escoamento, organizar compras institucionais e apoiar a comercialização — e não se limitar a olhar apenas para a feira como se isso resolvesse a vida de quem produz. O espaço está aberto para técnicos e produtores que queiram contribuir com informações sobre a realidade da pitaya no Amazonas. O problema está posto — e precisa ser tratado com seriedade.
THOMAZ RURAL



