Opinião/Informação:
Hoje foi realizada a primeira edição do CONECTA COOP 2026, reunindo lideranças do setor produtivo e do cooperativismo amazonense. O evento teve a presença do superintendente da SUFRAMA, Bosco Saraiva, que esteve no Sistema OCB/AM acompanhado de sua equipe técnica para conhecer de perto a estrutura e ouvir as demandas do cooperativismo, assim como mostrar as ações da SUFRAMA. Quem também compareceu, acompanhando Bosco Saraiva, foi o senador Omar Aziz, seu amigo e padrinho político. A presença das duas autoridades ampliou o alcance do diálogo, já que as pautas do setor dependem tanto de decisões administrativas da SUFRAMA quanto de articulação no Congresso Nacional.
Entre os principais pontos apresentados pelos líderes cooperativistas, destacam-se:
🔹 Implementação do ZEE
Definição clara do ordenamento territorial, condição essencial para dar segurança jurídica e permitir o planejamento produtivo no Amazonas.
🔹 Regularização Fundiária
Garantia da titularidade da terra, passo básico para acesso ao crédito, inclusão no sistema financeiro e modernização do campo.
🔹 Licenciamento Ambiental Ágil
Desburocratização do processo, para que o licenciamento seja instrumento de conformidade e desenvolvimento sustentável, e não um entrave ao empreendedor.
Também foi sugerida a criação de um PPAGRO, nos moldes do PPBio — que hoje dispõe de R$ 190 milhões sob gestão do IDESAM —, mas com foco direto no setor produtivo. Outro tema levantado foi a inscrição de cooperativas na SUFRAMA, além da possibilidade de inscrição do produtor rural via CPF, medida que pode ampliar a inclusão produtiva regional. Falo com a experiência de 40 anos de agro no Amazonas. Não perdi a esperança de dias melhores. Mas confesso que ouvir promessas antigas, já repetidas e não cumpridas por diferentes gestões (Eduardo, Omar e Wilson) — inclusive por lideranças que voltam ao debate como se estivessem chegando agora — gera preocupação sobre o futuro produtivo do nosso estado.
A reunião também contou com a presença de Muni Lourenço (FAEA), Antônio Silva (FIEAM) e Bruno Pinheiro (ACA), presidentes de suas respectivas instituições, reforçando o peso institucional do encontro.
O Amazonas precisa sair do discurso e entrar, de vez, na fase da decisão.
THOMAZ RURAL



