Opinião/Informação:
A que ponto chegou o nosso país? Estamos diante de um escândalo financeiro que usou o nosso Amazonas para fabricar dinheiro falso. O Banco Master é acusado de inflar seus ativos com R$ 45 bilhões em créditos de carbono fictícios, lastreados em terras públicas federais no município de Apuí, aqui no Amazonas. É a floresta sendo usada para salvar banqueiro, enquanto o caboclo continua esquecido. Em Brasília, o STF parece encurralado. A decisão do ministro Dias Toffoli de puxar o inquérito para o Supremo e impor sigilo gerou um “constrangimento silencioso” na corte, como relatam jornalistas da GloboNews. O próprio editorial do jornal O Globo cobrou transparência imediata de Toffoli. No meio dessa lama, aqui no Amazonas, só vejo uma voz com coragem e sem rabo preso para encarar essa pauta de frente: o senador Plínio Valério. Ele foi à tribuna defender a autonomia do Banco Central, a única instituição que teve peito para liquidar o Banco Master e barrar a farra. Plínio não teve medo de dizer que, neste caso, o Legislativo precisa agir onde o Judiciário falha. Enquanto outros se calam ou tentam abafar o caso com sigilos, Plínio e a imprensa séria mostram que o buraco é mais embaixo. O Amazonas não pode ser palco de fraude bilionária para banqueiro enquanto o povo padece. Cadê o MMA? Cadê a Marina? Cadê as ONGs? Cadê o ICMBio?
THOMAZ RURAL


