Opinião/Informação:
A imagem da carta que estou divulgando é a prova documental do que chamam de “justificar o injustificável”. O documento, endereçado ao Superintendente da SUFRAMA, Bosco Saraiva, é uma verdadeira carta de Papai Noel. E, convenhamos: só acredita nela quem ainda deixa o sapatinho na janela esperando presente. O cenário é claro: o Observatório do Clima entrou na justiça para barrar o licenciamento e o asfaltamento da BR-319, a nossa tábua de salvação logística e social. E quem fazia parte desse Observatório? A ONG IDESAM. A contradição é gritante e bilionária. O mesmo IDESAM que cerrava fileiras com quem tenta isolar o Amazonas quer manter a “coordenação” de R$ 190 milhões do PPBio (Política de Bioeconomia) da SUFRAMA. Recurso esse que, vale lembrar, sai do bolso das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM). Ou seja, querem usar o dinheiro de quem produz para financiar a agenda de quem trava o desenvolvimento. Diante do risco de perder a chave do cofre, o IDESAM produziu essa carta. No trecho circulado, eles afirmam magicamente: “informamos que o Idesam se retirou do Observatório do Clima”. Que coincidência oportuna. Saíram por convicção ou por conveniência? É uma retirada estratégica apenas para garantir que o fluxo de caixa dos R$ 190 milhões continue intacto? O que causa espanto não é a manobra da ONG — isso já é esperado no jogo de interesses ambientais. O que surpreende é Bosco Saraiva, político amazonense, com toda a sua experiência e sendo aliado histórico do Senador Omar Aziz (defensor da BR-319), ter engolido essa história. Como pode a SUFRAMA entregar o gerenciamento de milhões das indústrias para uma entidade que, até ontem, dava as mãos a quem judicializa o nosso direito de ir e vir? Fica o alerta: se nós não tivéssemos questionado, se não tivéssemos colocado o dedo na ferida, essa carta nem existiria. O IDESAM continuaria posando de parceiro da SUFRAMA enquanto, nos bastidores, seus aliados tentam fechar nossa única saída rodoviária. Dizer que saiu do Observatório agora é fácil. Difícil é explicar para o povo do Amazonas por que o dinheiro do nosso desenvolvimento deve ficar na mão de quem joga contra ele. Abaixo, link de matéria onde pergunto sobre o destino dos 190 milhões.
THOMAZ RURAL





