Opinião/Informação:
No Amazonas, quase sempre os rios enchem, invadem as áreas de várzea e destroem completamente as roças dos agricultores ribeirinhos. Eles perdem tudo: mandioca, banana, milho, hortaliça, gado… e ficam meses sem poder plantar e sem renda nenhuma, esperando a água baixar. O problema é que não existe hoje nenhum seguro ou ajuda do governo feita pra essa realidade do Amazonas. O Garantia Safra, apesar do Amazonas já estar inserido, foi pensado pra seca do Nordeste, e o Seguro Defeso é só pra pescador. O agricultor da várzea fica sem nada. Por isso, a proposta que sempre defendi, quando a Dilma ainda era presidente, criava o Programa Seguro Várzea. Vale relembrar, e por isso minha gratidão, que sempre tive o apoio a FAEA, FETAGRI e OCB para o SEGURO VÁRZEA. Usei imagens da comunidade do Ajaratubinha após a grande enchente de anos atrás. A presidente Nubia lembra bem dessas imagens, das mudas feitas nos copinhos pláticos. Espero que alguém do parlamento ou candidato em 2026 “compre” essa ideia. O espaço está aberto para divulgar quem defende esse caminho. É pra cá que deveria ir o dinheiro que enviam para ONGs. Lembro que o pagamento é direto nas agências lotéricas, sem festas e fotos.
A ideia é simples e justa:
- Quando a cheia destruir a produção,
- o agricultor familiar da várzea recebe 4 parcelas de um salário mínimo,
- exatamente no período em que ele fica parado, sem poder plantar de novo.
Esse seguro seria fácil de comprovar, porque:
- a cheia é previsível,
- dá pra ver tudo por imagens de satélite,
- sem burocracia, sem vistoria cara e sem fraude.
O dinheiro pode vir de fundos ambientais, como o Fundo Amazônia e recursos internacionais, já que:
- esses agricultores preservam a floresta,
- evitam desmatamento,
- produzem alimento de forma sustentável.
Ou seja, o Seguro Várzea é:
- justiça social com quem sempre ficou esquecido,
- segurança alimentar pras famílias ribeirinhas,
- e proteção da Amazônia, valorizando quem vive e produz nela.
Em resumo:
👉 Se o rio levou a roça, o Seguro Várzea garante o pão até a próxima plantação.
THOMAZ RURAL





