Opinião/Informação:
Não sou nem posso ser contra essas iniciativas, mas tem uma realidade nesse município, em outros também, que nos chocam. Vejam: Segundo o texto, mais da metade da população vive com até meio salário-mínimo por pessoa (hoje isso daria algo em torno de R$ 706,00 mensais per capita, considerando o salário atual). Além desse valor baixo de renda, a matéria destaca outro dado alarmante que explica essa pobreza:
- Apenas 9,91% da população local tem ocupação formal (carteira assinada).
- Ou seja, a imensa maioria depende da informalidade, ficando refém de atravessadores que pagam pouco pelo açaí e outros produtos.
O objetivo do projeto Euterpe Viva, citado no texto, é tentar aumentar a renda dessas famílias em média 25% ao tirar a figura do atravessador e melhorar a tecnologia de produção.
O projeto envolve recursos dos Estados Unidos, mas tem parceiros importantes no Amazonas, CBA e UFAM. Não sei o valor do investimento, mas aumentar só 25% da renda que já é de meio salário-mínimo eu acho pouco demais. Isso não vai mudar a realidade no interior do Amazonas. Precisamos do ZEE, licenciamento ambiental, Regularização Fundiária e acesso ao CRÉDITO RURAL.
THOMAZ RURAL



