Opinião/Informação:
Quando vejo essa manchete, penso imediatamente nas PESSOAS que serão atingidas no interior do Amazonas — independentemente de ser governo FHC, Lula, Dilma, Temer ou Bolsonaro. Aqui, o impacto sempre cai no colo do mesmo povo.
E faço um alerta: no Amazonas já existe um PROGRAMA que ajuda — e ajuda MUITO — nesses momentos de caos, perda de produção e perda de dignidade. Nas cheias e secas.
E não, NÃO É RANCHO.
Vou detalhar em itens, fazer sugestões e, antes de tudo, reconhecer quem foi responsável por fazer esse programa federal chegar ao Amazonas. Foi um longo caminho de sensibilização:
1) Fui EU quem trouxe o tema GARANTIA-SAFRA para o Estado. Fui EU quem começou a defender a inclusão do Amazonas nesse programa, que até então era exclusivo do Nordeste e do Norte de Minas Gerais.
2) Detalhe importante: nunca foi um programa da CONAB. Sempre foi um programa do MDA. Mas, como gestor público, vi claramente que nossos caboclos estavam totalmente enquadrados nos critérios e mereciam ser beneficiados.
3) As entidades FAEA, FETAGRI e OCB, ao conhecerem a proposta, apoiaram de imediato. O mesmo fizeram Luiz Castro, Dermilson Chagas e Adjuto Afonso, além do CEDRS-AM.
4) Foi a presidente Dilma, no governo do PT, quem estendeu oficialmente o Garantia-Safra ao Amazonas — até hoje, o único estado do Norte contemplado. Faço questão desse registro histórico.
Mas deixo claro aos “doutrinados do PT”: nunca esperem de mim a defesa de roubo e corrupção — mensalão, petrolão, Correios, INSS e Master. Essa defesa fica para quem recebe salário/consultoria todo mês e usa a pobreza alheia como instrumento de poder.
5) Após o OK do governo federal, ainda era necessário sensibilizar o governador do Estado para assinar o TERMO DE ADESÃO.
Nem Eduardo, nem Omar, nem Melo foram sensíveis. Teve governador que chegou a dizer ao secretário da SEPROR, à época, que não havia dinheiro nem para comprar dipirona para os hospitais, quanto mais para aderir ao Garantia-Safra. O que veio depois nas operações da PF mostrou que dinheiro sempre teve para fazer a adesão;
6) Felizmente, em 2018, Wilson Lima ouviu, venceu a eleição e determinou ao Petrucio, então titular da SEPROR, que tocasse o processo.
Foram realizadas reuniões com MAPA, FAEA, OCB, FETAGRI, UNICAFES, IDAM, MDA/AM, EMBRAPA, CPRM, entre outros. Eu participei delas;
Já estávamos no governo Bolsonaro. Lembro bem de Airton Schneider e Heitor indo a Brasília para enfrentar toda a burocracia da adesão. O Guilherme do MAPA e o Muni da FAEA foram fundamentais junto ao ministério, assim como técnicos da EMBRAPA e Marcos Paulo da CPRM.
7) O governador Wilson Lima assinou a adesão, e o Amazonas já realizou vários pagamentos, conforme demonstrado em dados oficiais. Isso só foi possível porque o governo começou com perfil técnico, e não político-eleitoral. Ressalto esse ponto diante de infeliz afirmativa do governador em uma das últimas entrevistas;
8) Por isso, quando vejo manchetes como essa do A Crítica, já prevendo dias difíceis, me preocupa o fato de que muitas prefeituras não fizeram sua parte. Políticos focados apenas em emendas esqueceram de estimular um caminho que garante R$ 1.200,00 diretos para aliviar a dificuldade que se aproxima novamente.
9) Essas 12 notas de cem reais caem direto na lotérica da CAIXA.
Sem foto.
Sem rancho.
Sem festa.
10) É AQUI que deve estar o FOCO DE AMPLIAÇÃO. É AQUI que deve ser usado o dinheiro internacional — e não despejado em ONGs enrolonas. A floresta já está em pé; o caboclo, não.
11) Além de ampliar o número de participantes no Amazonas, precisamos agilizar os pagamentos e acabar com fiscalização in loco. Os satélites já mostram tudo alagado.
12) Para registro: R$ 670 milhões foram pagos pelo Governo Federal a cerca de 558.686 agricultores familiares, em março de 2025, referentes ao Garantia-Safra da safra 2023/2024. Isso mostra o quanto o Amazonas precisa avançar. Ficam lançando editais quando já existe uma ferramenta;
Sigo mostrando o caminho mais rápido, mais limpo e mais eficiente para ajudar o ribeirinho nas adversidades — sem rancho, sem corrupção e com dinheiro circulando no próprio município, fortalecendo a economia do interior.
THOMAZ RURAL




