Opinião/Informação:
Trabalhei como gestor da Conab com dedicação a programas públicos que sempre considerei corretos e necessários, muitos deles criados durante governos do PT. Fiz isso sem nunca ter sido petista e, sobretudo, sem jamais desviar um centavo. Hoje, alguns militantes petistas doutrinados querem que eu defenda escândalos como mensalão, petrolão, Correios, INSS e Master. Isso eu nunca fiz e jamais farei. Não foi esse o caminho que segui enquanto exerci função pública. À época, sequer imaginava que, paralelamente aos bons programas executados na ponta, a corrupção corria solta em outras esferas. O relato a seguir deixa isso claro. Sempre defendi políticas públicas sérias e eficientes, como o apoio aos agroecologistas — área em que fomos pioneiros no Norte do Brasil. Roubar ou enganar produtores rurais nunca fez parte da minha trajetória. Houve um momento em que a burocracia cedeu espaço à vontade de fazer acontecer. Entre 2016 e 2017, o Amazonas viveu um capítulo histórico com a primeira operação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) voltada exclusivamente para produtos orgânicos. Essa iniciativa não foi obra do acaso, mas resultado de uma verdadeira “tríplice aliança” entre a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a APOAM (Associação de Produtores Orgânicos do Amazonas) e a Rede Maniva de Agroecologia. Na gestão, a operação foi viabilizada pelo então superintendente da Conab no Amazonas, o servidor Thomaz Meirelles, que abriu as portas da Companhia para que os produtores orgânicos acessassem essa política pública. A articulação técnica contou com o suporte fundamental da Rede Maniva, SFA, que ajudou a superar entraves de certificação e de organização produtiva, permitindo que a APOAM entregasse alimentos de alta qualidade nutricional para doação simultânea a entidades socioassistenciais, como o Mesa Brasil/SESC. Foi a prova concreta de que, quando o servidor público dialoga com quem produz e com quem detém o conhecimento técnico, o recurso federal chega a quem realmente precisa — e o alimento saudável chega à mesa de quem tem fome. Depois dessa experiência bem-sucedida, fica a pergunta inevitável: o que foi feito, de fato, no âmbito dessa parceria e dessa política pública? O que fizeram os “doutrinados petistas”? Tenho convicção de que um pouquinho do açúcar desse lindo bolo de 15 anos fui eu que coloquei, e continuo a disposição para ajudar.
THOMAZ RURAL



