Opinião/Informação:
O péssimo desempenho do Amazonas no acesso ao crédito não é recente; arrasta-se há décadas. Há registros, inclusive, em matéria publicada ainda em 1999 pela Gazeta Mercantil, que já apontava essa triste realidade. Em inúmeros debates e eventos na ALEAM, no CADAAM e em outros conselhos, os próprios agentes financeiros sempre foram claros ao identificar o principal entrave: o licenciamento ambiental.
Portanto, nada mudou — e dificilmente mudará — enquanto a área ambiental pública permanecer capturada por ONGueiros que não respondem às demandas dos governadores eleitos, mas sim a interesses estrangeiros, cujo objetivo é impedir o nosso crescimento e evitar que nos tornemos concorrentes. A pauta ambiental tem servido, muitas vezes, apenas como pretexto para captação de recursos e para proteger financiadores do Fundo Amazônia e de outras iniciativas similares.
Só não enxerga essa realidade quem se beneficia desse sistema. As nossas atividades econômicas são sistematicamente travadas, e até o nosso Polo Industrial da ZFM sofre ataques constantes.
Em síntese: floresta em pé, ser humano deitado — doente, com fome, isolado, preso a um “berço esplêndido”. É vergonhoso olhar esse mapa e ver a posição em que o Amazonas se encontra.
THOMAZ RURAL



