As comunidades São Francisco, na zona urbana de Manaus, e Ramal Esperança, no km
36 da BR-174, concluíram hoje mais uma etapa do Sisteminha, tecnologia social da
Embrapa que integra criação de peixes, produção de hortaliças e cultivo de alimentos
em pequena escala.
Cada tanque rendeu cerca de 30 kg de tambaqui curumim, resultado de meses de
manejo contínuo realizado pelos agricultores e agricultoras locais. A despesca funciona
como uma etapa-chave do processo formativo do Sisteminha no Amazonas, pois
permite que as famílias acompanhem, na prática, todas as fases do ciclo produtivo.
Para Ademar, agricultor e presidente da Associação Rural do Igarapé da Esperança
(ARIE), o momento simboliza avanço coletivo: “Esse resultado reflete o esforço da
comunidade em buscar inovação para fortalecer a produção de alimentos e a
segurança alimentar. Também mostra a importância de instituições como Embrapa,
UFAM e INPA em atender às demandas locais.”
Leonardo, representante da Paróquia São Francisco, reforça o sentimento: “A despesca
é fruto de trabalho diário, construído com muito empenho. Ver o resultado final mostra
que cada dia de dedicação fez sentido.”
Segundo o pesquisador da Embrapa, Lindomar Silva, a atividade demonstra como
tecnologias sociais podem apoiar diretamente o combate à insegurança alimentar em
áreas urbanas e periurbanas da Amazônia.
Atualmente, o Amazonas conta com quatro unidades do Sisteminha instaladas pela
Embrapa: duas em comunidades indígenas, uma na periferia de Manaus e outra na
zona periurbana de Manacapuru. A expansão é resultado de uma rede de parcerias
envolvendo UFRN, MDA, Embrapa Amazônia Ocidental, INPA, UFAM, Movimento
dos Pequenos Agricultores (MPA), COPIME e Innova Consultoria.
A experiência reforça o potencial do Sisteminha como ferramenta de inovação social,
promovendo produção sustentável de alimentos, geração de renda e fortalecimento
comunitário em territórios amazônicos.




