COP-30: A Nova Estratégia para Financiar a Militância Fora do Poder

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1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15,16,17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,27,29,29 e, agora, a COP-30. Mais uma vitrine milionária bancada pelo governo, sob o pretexto de “salvar o planeta”, mas que, na prática, serve apenas para alimentar um teatro internacional onde as ONGs ambientalistas são sempre as maiores beneficiadas.

A realização da COP-30 em Belém será mais um evento repleto de discursos prontos, pactos simbólicos e celebrações de “avanços” que nunca se concretizam — enquanto bilhões são movimentados no que é, na prática, um grande evento de marketing e lobby travestido de causa ambiental. A verdadeira pauta não é o clima. É o poder.

O governo federal, ciente de que não terá êxito nas urnas em 2026, está garantindo agora as condições para que sua rede de ONGs aliadas se fortaleça financeiramente, com aportes internacionais e nacionais que garantam fôlego à militância entre 2027 e 2030 — anos em que estarão fora do poder. Ou seja, estão preparando a resistência com dinheiro público e dinheiro internacional, utilizando o discurso ambiental como fachada.

Esse roteiro não é inédito. Em 2007, a então ministra Marina Silva fez exatamente isso: criou o Fundo Amazônia pouco antes de deixar o governo Lula. O fundo abasteceu financeiramente uma ampla rede de ONGs ambientalistas que seguiram atuando politicamente contra o desenvolvimento da Amazônia, principalmente no Estado do Amazonas, que é o maior do país e o que mais preservou — com 98% da floresta em pé.

O resultado foi desastroso: enquanto as ONGs cresciam e faziam “networking” mundo afora, os povos do interior do Amazonas continuaram na pobreza, proibidos de produzir, plantar, criar ou explorar qualquer atividade econômica sustentável, em nome de uma “preservação” que só serve para inglês ver — e para europeu doar.

A COP-30 repete essa lógica perversa: muito discurso, pouca ação, e nenhum compromisso concreto com quem realmente preserva a floresta, como o caboclo amazônida, que segue sendo usado como vitrine ambiental, mas excluído do desenvolvimento.

O que está em jogo não é o clima, nem o futuro da Amazônia. O que está em jogo é a manutenção de uma estrutura de poder paralela, sustentada por ONGs, financiada por fundos “verdes”, e que atua para travar o progresso da região mais rica em biodiversidade do planeta — e, ironicamente, a mais empobrecida do Brasil.

A conta disso tudo recai sobre quem menos tem: o ribeirinho, o extrativista, o produtor familiar, o povo do interior do Amazonas. Eles preservaram 98% da floresta em pé, não por ONGs ou COPs, mas por necessidade, tradição e resistência. E continuam sendo os únicos que não recebem nada em troca.

THOMAZ RURAL

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Um comentário sobre “COP-30: A Nova Estratégia para Financiar a Militância Fora do Poder

  • Os povos do interior do Amazonas preservaram 98% da floresta em pé por necessidade, tradição e resistência e por causa da ZFM. Pois, a ZFM atraiu do interior a parcela jovem-competente, causando o êxodo rural e, pior, o êxodo intelectual! As comunidades no interior são dominadas pelos espertos remanescentes, com a maioria dos prefeitos envolvidos em corrupção e nepotismo, além de entregarem o seu município ao crime organizado.
    A COP virou polémica desde a dominância do IPCC, sobre a pauta do clima. Colocaram o Gás Carbônico no centro das discussões, que virou paradigma e mentira em repetição, para evitar que o Sul global usasse o seu petróleo como vantagem econômico sobre o hemisfério norte! Isso, sim, é o escândalo, prestes a implodir junto ao Crédito de Carbono que retorno traz somente aos espertos para aprofundar a miséria caboclo.
    Mas, por outro lado, a COP30 abre uma oportunidade de apresentar ao mundo o verdadeiro valor da floresta amazônica, pelo seu “esfriamento evapotranspirativo”. – não é que a evaporação de água do suor esfria a nossa pele e que a vaporização do ventilador esfria o ambiente? – Da mesma forma, a árvore esfria o ambiente urbano, elevando a água do subsolo até o dossel, para esfriar as suas folhas. Imagina o esfriamento da floresta, quais árvores jugam milhões de metros cúbicos de água na atmosfera. A falta de florestas tropicais (não somente na América do Sul) é razão para diminuir este efeito esfriador. Então, não é o aquecimento, mas sim, a falta de esfriamento, que resulta em aumento da temperatura terrestre!
    Com isso a humanidade tem uma chance de sair dessa, através de medidas de umidificação e esfriamento do ar, na faixa tropical. Em ondas de calor, já estamos fazendo isso em menor escala, para criar locais de sobrevivência. E a COP30 possibilita esta correção fundamental, através da demonstração prática. Portanto, desejo durante a COP30, um Clima de extremo calor, com a possibilidade de instalar em Belém locais esfriados por água!
    A COP30 tem que ser diferente das outras!!!

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