Opinião/Informação:
Confesso que sinto enjoo e pena do povo do Amazonas — especialmente do Sul do estado — ao ver esse discurso macio, vazio, sem futuro, sem rumo, sem a presença do governador e com atores importantes ausentes. E o pior: depois de sete anos à frente da área ambiental do governo, o ongueiro da FAS volta a falar em ZEE.
O atual titular da SEMA, que veio da ONG FAS, pode até achar que engana todo mundo, mas comigo isso não cola. Em 2018, coloquei meu CPF em defesa do então candidato Wilson Lima e do Zoneamento Ecológico-Econômico do Amazonas. Estive na SEMA, e o próprio governador determinou publicamente, em pelo menos dois momentos, a execução do ZEE. Nada aconteceu! Se tivessem feito isso não estaria acontecendo no Sul do Amazonas.
Agora, passados sete anos, o mesmo secretário — ongueiro da FAS — reaparece falando em ZEE, novamente com promessas futuras que só chegaram para eles. Porque, no Sul do Amazonas, o que chegou — e foi pedido por ele em ofício expedido para a amiga Marina — é o que temos visto na imprensa.
Um detalhe das fotos e vídeos me chamou muito a atenção dessa reunião que aconteceu no Palácio, na “Compensa”: a quantidade de pessoas olhando para o celular, praticamente ignorando o “plano” apresentado pelo ongueiro da FAS. Um plano que aparece às vésperas de nova eleição estadual, após sete anos de inércia à frente da SEMA.
Não gosto de usar a palavra “palhaço”, porque é um profissional que faz crianças e adultos sorrirem, faz o bem. Mas esse tipo de discurso tenta fazer os outros de otário — só que comigo não funciona. Não tenho a caneta da decisão, mas tenho a da opinião e a da memória.
Se o governador Wilson Lima não tomar uma atitude e assumir de fato a condução desse tema tão sério para o Amazonas — especialmente para o Sul do estado — corre o risco de repetir o mesmo erro de Omar e Eduardo. E sabemos bem qual foi o resultado disso nas urnas.
THOMAZ RURAL


