Opinião/Informação:
Em primeiro lugar, quero parabenizar o entrevistador por levantar a questão que envolve o comportamento da ONG IDESAM, que mantém uma estreitíssima parceria com a ONG FAS e trava a BR-319. Quanto aos posicionamentos do senador Eduardo Braga na entrevista, tenho a comentar:
ACERTOU:
- Quando disse que há ecologistas e ambientalistas tomando chope lá no Aterro do Flamengo. Eu também adoro tomar minha Coca KS gelada em Copacabana;
- Quando questionou a ONG IDESAM sobre o motivo de não comparar o desmatamento ao longo da BR-174, que está asfaltada há 20 anos, e ter focado apenas na BR-319;
- Quando perguntou por que a ONG IDESAM não fala sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios do Amazonas que dependem diretamente da BR-319;
- Quando indagou por que a ONG IDESAM não menciona que o Amazonas tem 97% de sua floresta preservada.
ERROU:
- Quando criticou os ecologistas e ambientalistas que travam a BR-319, mas não mencionou a ONG FAS, que nasceu com apoio do seu próprio governo;
- Quando não explicou por que não participou da CPI das ONGs, que aconteceu justamente no Senado Federal, seu local de trabalho. Várias ONGs contrárias à BR-319 estiveram presentes. O senador Plínio Valério ficou sozinho nessa batalha. Omar Aziz também não compareceu;
- Quando não comentou que a ONG IDESAM entrou na Justiça para travar a BR-319 e faz parte de “observatórios” que atuam contra a pavimentação da rodovia e o desenvolvimento dos municípios citados por ele mesmo;
- Quando desperdiçou a oportunidade, ao ser provocado pelo repórter, de dizer que é inaceitável a ONG IDESAM coordenar os milhões do programa PPBio da Suframa — recursos oriundos das indústrias do Polo Industrial de Manaus (PIM/ZFM), que são diretamente prejudicadas pela falta de asfaltamento da BR-319.
Todos sabemos da inteligência e da memória privilegiada do senador Eduardo Braga. É, sem dúvida, um senador qualificado. Mas não pode brincar com a minha memória e inteligência (ainda que bem menores que as dele) em determinados casos. Precisamos assumir os erros — algo absolutamente normal a qualquer ser humano — especialmente quando se trata de vínculos com ONGs que ele sabe que estiveram ou ainda estão muito próximas, e que travam o desenvolvimento do nosso estado.
THOMAZ RURAL


