Opinião/Informação:
É muito triste ver a realização desse evento divulgado na mídia da SEMA e não encontrar na programação o ZEE (Zoneamento Ecológico-Econômico) do Amazonas, cuja execução já foi determinada pelo governador Wilson Lima desde 2019. Mas não é difícil entender essa ausência. No slide abaixo, aparece a logomarca da ONG FAS, do KFW (banco alemão) e da conhecida “cooperação alemã”. Também consta o “Programa Floresta em Pé”, da própria FAS. “Essas” não querem atividade econômica que dê dignidade ao amazonense da capital e interior.
Pergunto: como é que o meu estado, o Amazonas, onde nasci, pode avançar com a Alemanha, um dos maiores poluidores do mundo, mandando em tudo por aqui? Manda sim, porque a grana vem carimbada. Sabem por que aparecem as logos do KFW e da FAS nesse slide da SEMA (cujo titular veio da própria ONG FAS)? Porque a FAS recebeu R$ 78 milhões do banco KFW que deveriam ter ido ao IDAM. Só usaram o IDAM como trampolim. Inclusive, essa relação entre a SEMA e a FAS, que envolve o KFW, está sendo investigada pelo Ministério Público de Contas (MPC).
Essa é a realidade das ONGs e da influência alemã por aqui, desde 2003. O pior é que os recursos não são aplicados em ações que realmente mudem a vida de quem preserva a floresta. É apenas um teatro, e a vida segue como sempre. Um dia isso vai acabar — ou então acabarão entregando o Amazonas para outros países explorarem nossas potencialidades.
Luto pelos mais de 60% da população que passa fome, enquanto esse “teatro” ambiental, como o evento de hoje do ECO AMAZÔNIA, não muda em nada a dura realidade do interior nos 62 municípios.
Sigo fazendo minha parte.
THOMAZ RURAL




