Opinião/Informação:
Obrigado, deputado federal Alberto Neto! É imoral — não há outra definição — que um Estado do tamanho do Amazonas, com 97% do seu território preservado, ainda não tenha o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) implementado. Mais imoral ainda é ter mais de 60% na pobreza.
Esse processo está emperrado desde a gestão do ex-titular da SEMA, atualmente titular da ONG FAS. Hoje, o atual secretário também veio da mesma ONG, e, infelizmente, não se vê qualquer esforço concreto para tirar o ZEE-AM do papel.
Já presenciei, por duas vezes, o governador Wilson Lima, publicamente, determinar a execução do ZEE, mas nada foi feito. A SEMA empurrou a responsabilidade para a SEDECTI, que, sem recursos, não tem como avançar. Enquanto isso, a FAS e a SEMA mantêm uma parceria de R$ 75 milhões com o banco alemão KfW. Recurso suficiente para finalizar o ZEE que é uma ferramenta ambiental da Política Nacional de Meio Ambiente. Amapá e Roraima finalizaram recentemente.
É triste, mas essa é a realidade: vivemos em um Estado onde nossas autoridades perderam a autoridade sobre a questão ambiental. Por quê? Só uma CPI na ALEAM poderia responder — mas, convenhamos, isso seria querer demais.
Sigo fazendo a minha parte. E lanço um desafio: quem me enviar um vídeo da Marina Silva cobrando o ZEE do Amazonas ganha um prêmio! Ela — e “eles” — não querem o “E” de Econômico no Amazonas. O único “E” que defendem é o de Enrolação.
THOMAZ RURAL


