Está tudo dominado, vejam a quantidade de “financiadores” internacionais nessa lista…

Opinião/Informação:

Enquanto ONGs como o Imazon e iniciativas como o MapBiomas recebem milhões do Fundo Amazônia e de financiamentos internacionais para monitorar e “saber tudo” sobre a Amazônia, a dura realidade permanece: nada muda para quem vive aqui, depende da floresta e a preserva — não por ideologia, mas por necessidade, para garantir sua própria sobrevivência e, consequentemente, a saúde do planeta.

A verdade é simples e dolorosa: populações tradicionais, ribeirinhos, indígenas e pequenos produtores seguem enfrentando pobreza, isolamento, falta de infraestrutura, saúde precária e políticas públicas eficazes não chegam. São eles que conservam, manejam e respeitam a floresta há gerações, mas permanecem esquecidos por quem, de fora, dita normas, produz relatórios e movimenta recursos milionários.

Enquanto o Imazon, que já recebeu mais de R$ 16 milhões do Fundo Amazônia, mantém projetos de monitoramento e divulgação internacional, e o MapBiomas é financiado por várias instituições estrangeiras (veja lista abaixo), os dados circulam pelo mundo, mas pouco ou nada retorna em qualidade de vida para os amazônidas. A Amazônia continua sendo protegida, majoritariamente, por quem vive nela — apesar da pobreza, não graças a esses financiamentos.

Enquanto países ricos vivem com dignidade, infraestrutura e oportunidades, nós seguimos sem estradas, escolas de qualidade, hospitais, empregos decentes, água potável, internet, energia solar, sementes, mudas e assistência técnica. O paradoxo é evidente: somos cobrados para preservar, mas não recebemos apoio efetivo para nos desenvolver — nem para escolher como queremos viver.

Mais grave ainda: nossas autoridades ignoram essa realidade, preferindo repetir discursos prontos e celebrar parcerias com quem observa de longe, mas não sente o que é depender de uma canoa ou viver sem energia elétrica confiável.

O modelo está errado. Não precisamos de mais observadores ou relatórios sofisticados. Precisamos que as políticas públicas já existentes cheguem na ponta, infraestrutura, oportunidades econômicas sustentáveis e respeito à nossa autonomia enquanto povos amazônidas.

Basta!
Não aceitamos mais que usem a floresta como laboratório ou vitrine de discursos ambientais, enquanto nossa população segue abandonada. Preservamos e continuaremos preservando, mas exigimos, no mínimo, respeito e dignidade.

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