Opinião/Informação:
Durante a reunião do Conselho Deliberativo do SEBRAE-AM, com a presença do presidente da AFEAM, Marcos Vinícius, fui surpreendido com a informação — dada por ele mesmo — de que houve aumento nas taxas de financiamento da Agência de Fomento do Amazonas.
Fiz minha anotação e fui atrás de mais detalhes. Descobri que, especificamente no financiamento voltado ao AGRO, a taxa passou de 3,6% para 8%.
Sim, reconheço que a taxa anterior estava defasada, mas o reajuste foi absurdamente elevado. Não poderia ter sido feito de forma escalonada?
Sabemos que o financiamento ao produtor rural já é extremamente limitado, acesso baixíssimo, não só pela AFEAM, mas também por instituições como Banco do Brasil, Caixa, BASA, além das cooperativas SICREDI e SICOOB. Isso tudo fruto das amarras ambientais e fundiárias, que dificultam o acesso ao crédito.
Mas aí vem a pergunta que não quer calar:
Quantas reuniões, em âmbito estadual, já foram realizadas entre AFEAM, Sistema SEMA e Sistema SEPROR para alinhar ações — dentro da legalidade — que facilitem o acesso ao financiamento para o produtor rural amazonense?
Quantas vezes o titular da SEMA sentou com a AFEAM para tratar do assunto?
Sem acesso ao crédito rural, os estados não crescem. É como esperar que um servidor público pague suas contas sem salário mensal.
E mais:
O que disse o IDAM sobre isso? A SEPROR?
O governador Wilson Lima foi avisado?
O acesso ao crédito rural, da forma como está, é ridiculamente limitado. E um aumento de 3,6% para 8% “na tora”, como diz o caboclo, é fora da régua.
THOMAZ RURAL



