Opinião/Informação:
Essa frase é inaceitável. Está na matéria publicada no site do IPAAM: “…Com o tempo, esses projetos podem se consolidar e até permitir a comercialização controlada, trazendo renda às comunidades...”.
Não sou contra o projeto Pé-de-Pincha — muito pelo contrário. Mas é inaceitável que, após 25 anos de existência, a palavra renda ainda seja conjugada no futuro. Em um quarto de século, quantos caboclos já morreram nas comunidades, enfrentando condições de vida precárias, enquanto aguardam por essa prometida compensação?
Leia com atenção a matéria do próprio IPAAM. Em nenhum momento há menção à remuneração das 126 comunidades envolvidas. Nenhuma! Quando é que essa imoralidade e esse descaso com o bolso do caboclo que preserva a floresta vão acabar?
As instituições fazem a “festa”, recebem visibilidade, verba e elogios — e deixam o comunitário com o bolso vazio. Isso é injusto, é perverso.
É hora de parar com o teatro. Esse povo merece dignidade. Quanto eles receberam pela liberação de 143 tracajás, 105 pitiús e 59 tartarugas? A resposta é clara: nada. Isso precisa mudar.
THOMAZ RURAL


