Opinião/Informação:
É de uma incompetência absurda acreditar que um simples cadastro será capaz de frear atividades ilícitas no Amazonas. Como pode alguém pensar que o registro de dados, por si só, resolverá um problema estrutural e histórico da região?
Os criminosos transportam tratores pesados para o interior do estado sem qualquer fiscalização efetiva. Nenhum satélite “vê”, nenhuma ação preventiva é tomada, e depois querem nos convencer de que um cadastro burocrático será a solução.
O delegado Alexandre Saraiva, ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, já alertou repetidamente sobre a necessidade de usar imagens de satélite para ações concretas de fiscalização e combate ao crime ambiental. No entanto, a inércia do poder público impede que medidas eficazes sejam implementadas. O ex-superintendente é claríssimo ao afirmar quem pratica o ilegal na região.
Enquanto isso, a população local paga o preço. Pequenos produtores e trabalhadores rurais enfrentam uma série de travas para atividades lícitas, tornando-se vítimas da burocracia e do abandono do Estado. Sem alternativas, muitos acabam sendo cooptados para atividades ilegais, perpetuando um ciclo de miséria e exploração.
É preciso parar de enrolar nosso povo, que segue isolado, sem acesso a serviços básicos, doente e passando fome. Políticas públicas ineficazes não resolvem o problema – o que precisamos é de fiscalização real, com inteligência e tecnologia a serviço da proteção ambiental e do desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Veja, abaixo, o vídeo do delegado Alexandre Saraiva e a matéria publicada no jornal A Crítica.
THOMAZ RURAL

