Projeto Piaba 300 pode ajudar a destravar a Indicação de Procedência Rio Negro – INPI
Uma das poucas Indicações Geográficas conhecidas para animal vivo, a Indicação de Procedência Rio Negro para Peixes Ornamentais foi a primeira registrada no Amazonas, ainda em setembro de 2014.
No entanto, ao longo dos anos, a comercialização com o uso efetivo do Selo da IG nunca foi plenamente implementada. Entre os principais desafios estão a organização dos produtores (piabeiros) e a dificuldade encontrada por eles para cumprir com as exigências do Regulamento de Uso da IG (atual Caderno de Especificações Técnicas). Tais exigências visam garantir a qualidade sanitária e a rastreabilidade eficaz dos peixes.
Frente a esse cenário, buscando valorizar toda a cadeia produtiva, o pesquisador Scott Dowd, Diretor do Project Piaba, não apenas elaborou, mas também captou recursos para o Projeto Piaba 300. Este projeto tem como objetivo impulsionar a comercialização dos peixes com Indicação Geográfica, sendo a ORNAPESCA(Cooperativa de Piabeiros), por meio de seu Conselho Regulador, a responsável por autorizar o uso da IG.
Por meio de parcerias com exportadores, o projeto permitirá o acompanhamento técnico especializado durante o período de quarentena dos peixes, com a aplicação de protocolos específicos para garantir a qualidade e a rastreabilidade.
Além disso, o Projeto Piaba 300 conta com a colaboração de empresas especializadas em ração e instituições de pesquisa, o que contribuirá para o desenvolvimento de peixes mais saudáveis e de melhor qualidade.
Com a garantia da rastreabilidade, tanto os importadores quanto os consumidores finais terão a oportunidade de compreender a importância da sustentabilidade na cadeia produtiva, valorizando não apenas o peixe, mas também o trabalho das comunidades locais e a conservação do ecossistema do Rio Negro.
Essa iniciativa pode representar um avanço significativo para a cadeia produtiva de peixes ornamentais do Rio Negro, promovendo a sustentabilidade, a qualidade e a transparência na comercialização, além de fortalecer a economia local e a preservação ambiental.
Pode ser o arranjo que faltava para finalmente viabilizar o uso da primeira IG do Amazonas e uma das mais nobres do Brasil.




