Opinião/Informação:
Se fosse no Amazonas os casos de febre amarela em macacos já estariam culpando o caboclo e o produtor rural pelo desmatamento. Mas, como é em São Paulo, ninguém comenta nada – nem os “doutores” nem as ONGs ambientalistas. O silêncio impera. Já temos vírus antigos surgindo novamente na China, mas os “especialistas” em clima e meio ambiente permanecem calados. Parece até que torcem para que as coisas comecem por aqui, pois assim ganhariam mais argumentos para manter o “santuário amazônico” cheio de pobres e miseráveis. Se o incêndio na Califórnia estivesse acontecendo no Amazonas, o produtor rural já estaria sendo acusado de “colocar fogo para desmatar”. Mesmo assim, vale lembrar: o Amazonas tem 97% de sua floresta preservada. O discurso seria o mesmo, apontando dedos e culpando quem depende da terra para sobreviver. Sobre a COP-30 em Belém, tudo indica que será mais do mesmo. Até a ministra Marina Silva já deu a entender isso. Ela sabe que, apesar do evento, nada mudará para quem realmente precisa. No final, será mais um passeio de alto custo que não resultará em soluções práticas. Depois da COP-30, o trabalho mais pesado será do MPF, CGU e PF, que certamente terão que lidar com os bilhões que devem circular na “capital da Amazônia”, em Belém. Mas a verdadeira capital da Amazônia é o nosso Amazonas – o estado mais preservado do mundo, com sua riqueza ambiental que só beneficia outros, enquanto nosso povo continua à margem.
THOMAZ RURAL



