Opinião/Informação:
O atual governo federal é amplamente promovido como o protetor dos pobres, mas, no Amazonas, essa promessa está longe de se cumprir. Enquanto tudo aumenta — desde o custo de vida até os preços dos insumos —, o governo do PT não reajustou o preço mínimo do quilo da borracha natural nem do pirarucu de manejo, deixando os extrativistas à própria sorte e perpetuando um ciclo de pobreza.
Atualmente, o preço mínimo da borracha natural permanece em R$ 7,41/kg, e o do pirarucu de manejo está em R$ 9,33/kg. Esses valores, desatualizados e irrisórios, são uma afronta às condições já difíceis enfrentadas por quem vive do extrativismo sustentável. Em síntese, o extrativista continua empobrecido, enquanto cortes orçamentários, agravados pela corrupção sistêmica, impedem qualquer melhoria. Cortar centavos do extrativista para ajustar contas públicas não é apenas injusto — é desumano.
Esse descaso não é apenas econômico, mas também ambiental e social. O discurso da sustentabilidade, amplamente defendido, tornou-se um teatro político que mantém o caboclo pobre, isolado e com fome. O modelo atual inviabiliza a valorização do trabalho extrativista e ignora o potencial dessas cadeias produtivas, tão importantes para a economia regional e para a preservação ambiental.
Até quando o governo e seus aliados políticos vão fechar os olhos para essa realidade? A tabela divulgada com os preços mínimos para 2025 reforça esse abandono. Será que algum parlamentar do PT terá a coragem de subir à tribuna para questionar essa situação? Onde estão os deputados estaduais e federais da base aliada para defender o povo do interior do Amazonas?
Os extrativistas não pedem privilégios, mas respeito e dignidade. O reajuste desses valores é um passo essencial para dar condições mínimas de sobrevivência a quem garante, com seu trabalho, a sustentabilidade que tanto se propaga em discursos, mas que, na prática, é apenas uma promessa vazia.
Por onde andam os artistas globais, nenhum veio passar férias no interior do Amazonas (rsrsrsrs). Por onde andam os doutores em clima e ambiente, as ONGs ambientalistas e o secretário de meio ambiente do Amazonas? Podem continuar brincando, mas eu não vou me calar.
THOMAZ RURAL



