Opinião/Informação:
Este artigo do amigo Osíris reforça quase todos os meus pontos de vista. Fico triste ao ver a defesa equivocada do PIM/ZFM feita por alguns setores e doutores, muitas vezes influenciados por mentiras de ONGs e líderes políticos com outros interesses. Alegar que o modelo emprega todo o Amazonas, manteve a floresta em pé e protege nossas fronteiras não condiz com a realidade.
É nossa obrigação defender o PIM/ZFM por razões óbvias, já que ele sustenta cerca de 500 mil empregos diretos e indiretos. Temos mais de 4 milhões de habitantes. Precisamos usar argumentos técnicos, que existem em abundância, são usados por quem conhece o tema PIM/ZFM com profundidade. Reafirmo que é um erro dizer que o modelo emprega tudo e todos (ainda não chegou ao interior), mantém a floresta intacta ou impede ilícitos nas fronteiras. Basta acompanhar os noticiários para ver que atividades ilegais continuam acontecendo no Amazonas com frequência e a pobreza só cresce no interior.
Já vi reportagens, como no jornal O Globo, que desconstruíram esses argumentos usados por ONGs para captar recursos internacionais. Esses discursos também têm influenciado setores da indústria. Sugiro que as indústrias consultem o relatório da CPI das ONGs, onde é possível observar a “farra” de bilhões enquanto nosso índice de pobreza chega a 70%. Vale a pena investigar para onde foram esses recursos, inclusive os milhões destinados a engenheiros florestais, de pesca e agrônomos para fazer “assistência técnica”. Há vídeos sobre isso disponíveis neste blog.
Insisto que precisamos voltar ao básico, focar no essencial, sem nos deixar levar por narrativas que esquecem o ser humano e priorizam apenas cifras em reais, dólares ou euros. Sobre o desmatamento, recomendo assistir à entrevista do ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, que traz informações relevantes sobre quem desmata na região. Lembrando que temos 97% preservado.
Por fim, peço que entidades como o CIEAM e a SUFRAMA busquem informações antes de firmar parcerias que ignoram a ferramenta essencial para o desenvolvimento sustentável no Amazonas: o Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEE), já adotado por estados como Roraima. Sem o ZEE, qualquer nova ação na região estará à deriva.
THOMAZ RURAL



