Conheça as perguntas do Carlos André que envolve a produção de grãos no Amazonas

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Inicialmente, quero agradecer ao Carlos André por acessar o meu BLOG THOMAZ RURAL e pelas considerações. Este espaço nasceu para ajudar o produtor rural do Amazonas, para divulgar as boas ações de quem verdadeiramente quer contribuir com o desenvolvimento do agronegócio familiar e empresarial. Certamente quem vai ler esta postagem vai poder contribuir muito mais do que eu para esclarecer aos seus questionamentos, mas faço algumas considerações:

  1. Com relação a produção de grãos no SUL do Amazonas (soja, arroz e milho), com potencial natural para essa atividade, certamente já estaríamos em outro estágio, logicamente mais avançado, se não fosse a decisão da área ambiental no governo Eduardo Braga que complicou a vida de produtores da região que acreditaram e apostaram na produção naquele momento. Hoje, o cenário é outro, apesar da pequena produção de soja e arroz, ela é crescente segundo números recentes da Conab. Acredito que hoje o Eduardo teria outra atitude com relação ao que aconteceu no passado. O ex presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, e o ex-presidente do IDAM, Edimar Vizolli, acompanharam de perto a situação que aconteceu em Humaitá;
  2. Não existe impedimento para milho e soja em outras regiões do estado, mas o sul tem um grande diferencial para uma maior produção;
  3. No Sul, pelo que tenho ouvido atualmente, a opção pela soja e arroz, e não milho, é pelo custo que envolve a atividade. Segundo relato de produtor, o investimento na colheita do milho é maior, ou seja, o custo é maior, e por isso a atual opção na soja e arroz;
  4. O estado, em parceria com a Conab, distribuiu sementes de milho ao interior. Mais recentemente, o estado comprou e também vem doando sementes de milho ao agricultores familiares. Tem um programa Sementes & Mudas do atual governo muito bom para aumentar a produção de milho em nosso estado. Acredito que em breve será lançado oficialmente. Essas iniciativas precisam ser reforçadas, fortalecidos. Quem sabe a emenda parlamentar possa ser um caminho;
  5. Em 1982, o governo federal instalou uma rede de armazéns no interior com secadores de grãos, ou seja, com estrutura para estimular a produção no interior. Contudo, por falta de prioridade ao nosso setor, praticamente toda esse REDE de armazéns foi desmontada. Uma tristeza! O de Parintins virou depósito de alegorias do meu boi Garantido;
  6. Outro fato que impede o crescimento é nosso travamento para acessar o crédito rural. Sem dinheiro no bolso fica difícil investir no AGRO, seja familiar ou empresarial. O que estamos deixando de aplicar aqui, outros estados estão aproveitando, inclusive do Norte, usando o mesmo código florestal. O travamento aqui está na falta de agilidade na dispensa e/ou licenciamento ambiental. A tecnologia é corretamente usada para identificar queimadas, multar quem comete ilícitos, mas não é usada para agilizar a dispensa e/ou licenciamento. Isso tem que mudar, ou a extrema pobreza vai continuar avançando no interior. Isso não é justo com os verdadeiros defensores da floresta (97% preservado);

Abaixo, as considerações que recebi do Carlos André, do Puraquequara.

THOMAZ RURAL

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