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O Amazonas ainda dá seus primeiros passos na direção da produção orgânica, mas afirmo que os avanços conquistados nasceram no âmbito da Rede Maniva de Agroecologia, a conhecida REMA. Houve avanços nos OCS´s, na venda direta (feiras) e na participação das compras públicas. É fato que a feira de orgânicos na ASSINPA precisa de uma maior presença de público consumidor, assim como as vendas para as compras públicas (PAA, PNAE e PREME) também precisam crescer. Afinal, está entre as prioridades na lei.
Um Amazonas com 47% na pobreza, e 71% dos domicílios em insegurança alimentar, fica fácil concluir que precisamos, cada vez mais, de UNIÃO, do produtor orgânico, agroecológico e do convencional para reverter esse quadro.
O Conselho CEAPO criado pelo governo Wilson Lima precisa ser mais usado, as pautas travadas precisam ser colocadas em debate, só assim avançaremos.
O Fórum Amazonense de Combate aos Impactos do Agrotóxicos já pautou o acesso ao Pronaf ligado a agroecologia que não anda no AM, mas o CEAPO também tem que colocar em discussão. Maior acesso a todos os instrumentos do PAA, ao PNAE e PREME precisa ser pauta constante até ser solucionado, está na legislação, pois nem tudo da feira da ASSINPA está sendo comercializado. A finalização do ZEE do Amazonas é outro ponto que precisa ser cobrado. Nosso pirarucu de manejo é orgânico, mas não é remunerado como tal. Isso não é justo com os manejadores.
Orgulha-me ter participado, pela Conab, da construção do primeiro PAA ORGÂNICO no Amazonas, em parceria com a APOAM e REMA.
Vida longa a REMA!
THOMAZ RURAL



