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Todos que me acompanham sabem o grande respeito que tenho pelo profissional Everton Rabelo Cordeiro, pesquisador da EMBRAPA. Vê-lo, novamente, conversando com técnicos do Sistema SEPROR é sempre uma renovação de esperança em avanços no extrativismo e no cultivo de borracha em nosso estado.
Na construção dos 21 projetos prioritários que estão inseridos no Plano Safra 2019/2020, onde a borracha está inserida, houve a contribuição do pesquisador Everton Rabelo.
Abaixo, além da matéria produzida pela assessoria de imprensa do IDAM, divulgo dados de área de atuação, crédito e indicadores da BORRACHA que estão nos projetos prioritários do Sistema SEPROR.
THOMAZ RURAL
http://www.idam.am.gov.br/idam-e-embrapa-discutem-cadeia-produtiva-da-borracha-no-amazonas/
A Cadeia Produtiva da Borracha no Amazonas foi a pauta do seminário que contou com a presença da diretoria-executiva do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) e colaboradores da casa, e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na quinta-feira (30/07), na sede do Idam.
O diretor-presidente do Idam, Valdenor Cardoso, destacou que é de suma importância que o Idam e a Embrapa trabalhem de forma conjunta para o desenvolvimento do setor primário no estado. Acrescentou, inclusive, que é uma recomendação do governador do Amazonas, Wilson Lima, intensificar a assistência técnica ao produtor rural.
“O Idam precisa estar junto de quem já tem o conhecimento, a tecnologia. Esse tipo de encontro é indispensável e esperamos que aconteça mais vezes e com maior frequência”, disse. O presidente sugeriu também que se possa desenvolver um sistema de produção para a borracha, entre Idam e Embrapa.
A reunião iniciou com a apresentação do chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental a e doutor em Fitotecnia, Everton Cordeiro, que fez um panorama histórico da borracha no Amazonas.
“A coisa mais importante da cadeia é a borracha. Atualmente, 80% da borracha é para produção de pneus e 20% para outros itens. O detalhe é que quase dobrou a diversificação de itens produzidos com estes 20% da borracha”, detalhou.
Em seguida, Everton discorreu sobre a evolução das pesquisas que subsidiam a cultivo da seringueira tricomposta. Ele destacou também que acadêmicos têm se debruçado para estudar e levar novas tecnologias à cadeia da borracha, e que é possível cultivar a borracha de forma a ser mais produtiva e com menor esforço braçal.

Cultivo em consórcio – O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental e doutor em Genética e Melhoramento de Plantas, Inocêncio Junior de Oliveira, apresentou como é possível cultivar seringueiras em consórcio (na mesma área) com milho-verde e feijão-caupi, e outras espécies.
Segundo Inocêncio, entre as vantagens dos cultivos consorciados está o aumento na produção por unidade de área em determinado período do tempo, a melhor distribuição temporal de renda, aproveitamento mais adequado dos recursos disponíveis, diversificação da produção. O procedimento confere ainda maior proteção ao solo.
Na sequência, o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Ocidental, Olenilson Pinheiro, palestrou sobre a estimativa de custo e retorno de seringueira tricomposta na Amazônia. Ele apresentou o custo de produção, avaliou a taxa de retorno e o período adequado para isso, e destacou que o cultivo da seringueira com outras espécies favorece a geração de renda. Sem esse consórcio, e nas condições atuais – com os preços dos insumos, e o baixo valor da borracha, sem considerar a subvenção – o cultivo da seringueira não seria viável.
O Idam informou que eventos dessa natureza (seminários) passarão ocorrer mensalmente.
FOTOS: Amariles Gama/Idam



